Viagens corporativas: setor espera retomada surpreendente, dizem especialistas

Por redação

Durante o auge da pandemia, quando a Covid-19 ainda obrigava boa secção do quadro de funcionários das empresas a trabalhar de forma remota e a respeitar medidas sanitárias contra a propagação do vírus, uma frase alarmista ecoou pelas conversas mundo afora: “As viagens de negócios nunca mais vão voltar“.

Com a fortificação de ferramentas digitais que encurtaram as distâncias, atenuaram os gastos e obrigaram as pessoas a se remeter por meio de telas, a sentença supra poderia até fazer sentido em certos momentos dos últimos dois anos, mas o cenário já mostra sinais de retomada.

A volta das viagens corporativas e de grandes eventos presenciais no primórdio do ano, mormente no último mês de março, chegou com força e surpreendeu até os mais céticos do setor.

O término das restrições de viagens graças ao progresso na vacinação, à queda do número de mortes e de hospitalizações fez com que empresas, entidades e profissionais do setor de viagens corporativas observassem um aumento na demanda de deslocamentos e encontros presenciais.

Ainda distantes dos números pré-pandêmicos, especificamente o ano de 2019, os dados mostram que a retomada está na esteira do propagação.

Ao todo, o setor brasílico de viagens corporativas faturou R$ 869 milhões em março deste ano, montante unicamente 2% menor quando comparado a 2019, quando o valor chegou a R$ 890 mi.

Os dados são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que, apesar da elevação dos custos operacionais acentuados pela guerra na Ucrânia e da dificuldade na contratação de mão de obra, enxerga que os números e os resultados são promissores para o horizonte próximo.

“Acredito que teremos uma curva crescente ao longo de 2022”, destaca Gervásio Tanabe, presidente executivo da Abracorp.

A guerra continua porquê uma incerteza neste momento, mas, por outro lado, a associação enxerga a pandemia porquê um “vestimenta já controlado”. “Já vemos os eventos corporativos e as reservas acontecerem definitivamente – e sem cancelamento”, afirma.

Se no segundo trimestre de 2020 as viagens corporativas viram uma queda de quase 90% em seus números, 2021 fechou com dados mais palatáveis.

No ano pretérito, o faturamento totalidade alcançou R$ 4,370 bilhões, o que representa murado de 40% do faturamento de 2019 (R$ 11,388 bilhões), e um propagação de 18% em conferência aos números de 2020 (R$ 3,705 bilhões).

Não temos o “novo normal” que as pessoas esperavam, os eventos não serão todos de modo virtual. Eles existirão sim, mas os eventos presenciais serão também muito fortes. E já são uma veras, não uma expectativa

Gervásio Tanabe, presidente executivo da Abracorp

Da sazonalidade ao aperto das mãos: a preço das viagens corporativas

Interação face a face, conexão pessoal, qualidade de relacionamento, ampliação do networking e maior crédito na hora de fechar um negócio com o famoso aperto de mãos. Estes são unicamente alguns atributos mais comentados que as viagens corporativas proporcionam, pois são secção fundamental no processo do desenvolvimento de muitas áreas.

E, apesar de alguns contras pesarem na hora de uma viagem de negócios ser fechada, ela continua porquê uma peça extremamente importante no mundo do turismo e das empresas.

Segundo o relatório mensal de dados da US Travel Association de março de 2022, mais de 77% dos viajantes de negócios e 64% dos americanos empregados concordam que é mais importante do que nunca trazer de volta as viagens corporativas.

Para se ter uma teoria, no Brasil, as viagens de negócios, num universal, representam 60% dos bilhetes aéreos emitidos, de negócio com informações da Abracorp.

“Há uma preocupação com o preço, as passagens aumentaram, as tarifas dos hotéis aumentaram. As empresas e os indivíduos sabem que vão gastar muito mais num evento. Só que o cliente quer o evento. O passageiro quer viajar, ele quer se relacionar, quer estar naquele fornecedor e com aquele cliente. O ‘shake hands’ faz diferença”, diz Marcelo Cohen, CEO da BeFly, empresa especializada em turismo de negócios, referindo-se ao poder do clássico “aperto de mãos”.

No ritmo contrário de retração da pandemia, Cohen, que controlava a Belvitur, empresa de turismo de Minas Gerais, adquiriu em 2021 a Flytour, portanto terceira maior companhia de turismo da América Latina e líder no mercado corporativo.

Em março de 2019, a Flytour faturou R$ 415 milhões com um quadro de 2.500 funcionários. Já em março de 2022, sob a gestão da BeFly, foram faturados R$ 594 milhões com 1.200 funcionários.

Marcelo Cohen, CEO da BeFly: “O aperto de mãos faz diferença”/ Divulgação

Segundo o CEO da holding, os resultados vieram com a redução do quadro de funcionários, que, de negócio com ele, já era prevista, e com os fortes movimentos de tecnologia e automatização de processos.

“O movimento que fiz nesse ecossistema foi o de entender que em 2022 o mercado corporativo ia voltar, foi um intuito meu, porquê acreditava. Dei sorte em confiar no que estava evidente”, resume.

“O que vemos hoje? As empresas deixando o home office (inclusive a própria Flytour), o mercado de lazer dando uma enfraquecida por conta dos preços abusivos das passagens aéreas e o mercado corporativo voltando com muita força”, aponta Cohen.

Porquê explica Gervásio Tanabe, o Brasil, assim porquê outros países, possui uma sazonalidade no turismo. Segundo ele, a grande demanda das viagens de lazer no ano ocorrem geralmente em três meses principais: dezembro, janeiro e julho.

Logo, fora destes meses, quem mantém o setor do turismo e de viagens, é o mercado corporativo. “É nesta ‘baixa temporada do lazer’ que entra a ‘subida temporada do corporativo””, sugere Tanabe.

De modo universal, o mercado afirma que o nicho corporativo ainda tem um peso muito importante no setor das viagens, pois consegue manter a sazonalidade – e o Brasil ainda depende fortemente do mercado corporativo em conferência ao mercado de lazer.

A preço das viagens corporativas também seguem para o setor hoteleiro, que chegam a ser cruciais para o segmento. “Para nós é um segmento superimportante pois os viajantes corporativos não necessariamente representam um maior número, mas eles viajam muito mais”, afirma André Sena, Chief Commercial Officer (CCO) da Accor na América do Sul, rede com 330 hotéis em operação no Brasil.

Para Sena, o cliente corporativo viaja em uma média muito maior por ano quando comparado com o viajante de lazer. “Isso gera um volume de negócios muito importante para nossos hotéis e cria um colchão de ocupação para podermos trabalhar de maneira mais eficiente em outros segmentos”.

Plataformas de viagens corporativas: salto com a pandemia

Além da Flytour, a pandemia abriu espaço para um outro filão relacionado aos deslocamentos de negócios:  as plataformas e startups que facilitam as viagens e as despesas corporativas. Uma delas é a Onfly, travel tech mineira que surgiu em 2018 a partir da insatisfação de seus fundadores com oriente mercado.

Ao lado de Elvis Soares, Marcelo Linhares percebeu que os sistemas de viagens do nicho era muito macróbio e retrógrado, e que tinham o mesmo perfil: a secretária mandava um e-mail, havia a cotação, o vai e volta de e-mails e um processo de pedir reembolso traumático.

Segundo Linhares, era um “processo extremamente ineficiente”. “Fomos para o mercado e percebemos que essa era uma dor de uma boa secção das empresas”, diz.

Era portanto criada a Onfly que, posteriormente alguns ajustes ao longo do tempo, funciona porquê uma plataforma de tecnologia de viagens e despesas corporativas. Com um sistema de assinatura, a empresa configura uma política dentro da plataforma, cadastra os usuários e eles mesmos podem fazer suas próprias viagens, o fluxo de trabalho é registrado e os recibos digitalizados.

Marcelo Linhares, um dos fundadores da Onfly, travel tech mineira que facilita o controle e as despesas de viagens corporativas / Claudio Ribeiro Jr

A diferença é que a Onfly é dona dos próprios sistemas de tecnologia, o que os ajuda a trazer mais fornecedores para sua base e levar uma potencial economia para os clientes além de gerenciar as despesas. Em números: no período pré-pandemia a startup tinha murado de 40 clientes em protótipo de assinatura e hoje já são murado de 440. Em 2021 foram R$ 45 milhões de volume transacionado, e a meta para oriente ano é R$ 160 milhões.

A digitalização e a tecnologia, logo, já fazem secção da jornada das viagens corporativas e, nesse ponto, a pandemia ajudou a startup.

“No primórdio o grande lema das empresas era a digitalização, levar tecnologia e inovação. Várias abriram as portas e antes não estavam interessadas em nosso processo. No início era muita porta na rostro, as pessoas não entendiam, não gostavam, não queriam mudar, mas quando veio a pandemia as coisas começaram a lucrar outros contornos”, diz.

E Linhares é definitivo. “Estou convicto que muitas viagens corporativas vão ser substituídas pelo do dedo, e estou confortável com isso, mas acho que zero substitui a interação face a face, a conexão pessoal. Para muitas situações, isso é insubstituível”, sugere.

Rede hoteleira

Segmento importante da cárcere das viagens de negócios, a rede hoteleira também tem visto um aumento na procura em suas instalações neste momento de maior flexibilidade das restrições de protocolos. “Um pouco que tem surpreendido a gente é que a retomada dessas viagens [como em períodos pré-pandêmicos] talvez não demore tanto quanto a gente imaginava”, fala André Sena, da Accor.

Grande secção dos 330 hotéis da marca multinacional no Brasil – que somam mais de 53 milénio quartos – recebem muitos viajantes a negócios. Não é de se estranhar que, antes da pandemia, as viagens corporativas representavam mais do que as viagens de lazer para a Accor por cá.

“Hoje as viagens corporativas representam menos do que o lazer nesse cenário, óbvio. Atualmente nosso principal segmento é lazer doméstico – porquê em toda indústria se formos ver”, completa André.

Mas será que os números pré-pandêmicos serão atingidos novamente em qualquer momento? “Acreditamos que sim. O que divulgamos de forma ocasião é que esperamos que essa volta ocorra entre 12 e 18 meses. É difícil de prever, mas esperamos restaurar os níveis pré-pandemia neste período”.

Coworking da Accor tem tido boa recepção e já possui mais de 150 pontos de serviço pelo Brasil, porquê oriente no Ibis Budget dos Jardins/ Divulgação

Uma das apostas da marca para atrair cada vez mais clientes corporativos e proporcionar uma experiência mais completa a esse público aterrissou no Brasil no ano pretérito, durante a pandemia. É o WOJO, marca global de coworking da Accor, que alia o coworking com experiência de hotel a um serviço hospitaleiro.

Com uma boa roboração por cá – já são 150 pontos de serviço e 100 spots (espaços de coworking com aproximação gratuito ao Wi-fi nos lobbies, bares e restaurantes) – o WOJO entrega uma oportunidade de aproveitar as estruturas das propriedades e oferece uma estrutura adequada de trabalho.

Enfim, mesmo com a não urgência de ir até o escritório “as pessoas ainda precisam de cômodos confortáveis e estrutura para poderem trabalhar”, porquê exemplifica André.

O executivo define porquê otimista a relação da marca com o turismo. “De médio a longo prazo, somos extremamente otimistas com o mercado de turismo porquê um todo. A pandemia mudou algumas coisas para sempre, óbvio, mas muitas outras não. O libido das pessoas de viajar, saber outros lugares, a preço do contato físico: isso não mudou com a pandemia”.

Retomada dos eventos

No início de 2022 uma certa incerteza ainda pairava no ar sobre o retorno das viagens corporativas. As grandes capitais ainda estavam sofrendo um movimento menor do que em 2019. Mas portanto o mês de março chegou e, com ele, uma certeza: os eventos retornaram de uma maneira muito poderoso – até surpreendente.

Segundo as fontes ouvidas, os eventos são ocasiões excepcionalmente importantes na receita das viagens corporativas, pois geram receitas extras e também mais ocupação nos quartos de hotéis.

“O que temos visto é que eventos voltaram de maneira poderoso. A gente sempre teve muita receita de clientes da Onfly em que clientes iam para eventos e março beneficiou muita gente com receita”, diz Marcelo Linhares.

“A retomada do tipo de evento presencial é superimportante para a indústria porquê um todo porque aumenta a ocupação dos hotéis não unicamente próximos do evento, mas também na cidade porquê um todo. Eventos estão voltando de forma acelerada e são importantes para a nossa recuperação”, categoriza André Sena, CCO da Accor, que fala ainda que, recentemente, muitos hotéis da rede tiveram 100% da lotação de salas em alguns dias – uma movimentação não prevista

Marcelo Cohen, da BeFly, concorda. “Há cotação de evento porquê nunca agora. Não tenho nenhuma empresa me pedindo evento virtual, isso acabou”. Segundo o profissional, algumas empresas multinacionais, por questões de protocolo, ainda não voltaram 100%, mas as pequenas e médias já estão trabalhando o tempo todo, a todo vapor.

O que mudou e o que veio para permanecer

Viagens mais longas e mais otimizadas são tendências para as viagens corporativas e traços de diferenças com tempos pré-pandêmicos/ Pxhere

A própria digitalização dos processos relacionados às viagens corporativas junto de hotéis mais inteligentes são algumas das tendências que vieram para permanecer neste nicho. E soma-se a isso uma vocábulo que já virou voga no setor : “bleisure”, ou seja, a junção de trabalho com o lazer em um mesmo rumo, alimentada pela possibilidade do trabalho remoto.

“A digitalização não é mais uma opção e nem vantagem competitiva, a tecnologia já faz secção da jornada. E o concepção de ‘bleisure’ também tem tido uma convergência poderoso, assim porquê o ‘staycation’. Ou seja, a mistura de estadias longas com possibilidade de trabalho remoto em um rumo e ao mesmo tempo que a família está ao lado de férias”, elenca Marcelo Linhares, da Onfly.

Tais conceitos vão de encontro com o oferecido de que o Brasil é o considerado o melhor rumo para trabalho remoto na América do Sul e o Caribe, de negócio com o Índice de Trabalho Remoto divulgado pelo metabuscador Kayak.

Esse levantamento mostra que país é considerado ideal para viajantes que procuram trabalho remoto ao mesmo tempo que enxergam possibilidades de viagem. Para a classificação, foram consideradas categorias porquê condições de saúde e segurança, infraestrutura para o trabalho remoto, preços locais, vida social e clima.

“Por conta disso, posso de vestimenta ter um dia a mais no rumo e trabalhar remotamente e com isso aproveitar melhor o sítio ou ainda até viajar mais”, relata André Sena, representante da Accor na América do Sul.

Atualmente, entre as diferenças observadas em conferência com os tempos pré-pandêmicos, é o preço de tudo que envolve uma viagem corporativa. O preço é uma máxima repetida diversas vezes porquê importante fator de decisão, mas não no sentido da economia: André Sena revela que os clientes passaram a escolher o hotel mais por protocolos muito instalados do que pelo valor das estadias.

“Durante a pandemia, os clientes passaram a prezar muito pela qualidade de processo e a segurança que o hotel trazia ou não durante a hospedagem – isso em próprio às viagens corporativas, mas não unicamente”, relata. A certeza vai de encontro também com as observações da Abracorp.

“Hoje não é somente preço que se conta. Até 2019, a única preocupação era relacionada ao orçamento. Agora, a empresa entende que tem que trabalhar com um orçamento, mas tem que ter um estabilidade entre orçamento e governança”, diz o presidente da Associação.

“Nem sempre a empresa vai conseguir o mais barato para determinado rumo. A forma negocial está sofrendo um pequeno reajuste de porquê fazer as cotações e em porquê buscar o serviço”, conclui.

Entra portanto outro fator primordial relacionada à segurança do cliente: a preocupação com o colaborador que vai viajar.

“O que tem estado muito mais em voga é a preocupação com o colaborador. Antigamente, era um viés muito poderoso de economia, de reduzir dispêndio a toda forma, e agora é mais voltado à experiência do viajante. É uma diferença de tempos pré-pandêmicos que se resume à otimização da experiência do colaborador”, expressa o fundador da Onfly, Marcelo Linhares.

Viagens bate e volta? Não mais. Reuniões que hoje podem ser resolvidas em pouco tempo por videochamadas são a prioridade das empresas. Ao contrário, busca-se viagens mais longas que trarão resultados mais sólidos. “Se as pessoas estão indo viajar, elas têm que otimizar muito a agenda delas”, continua Linhares, com base nas movimentações dos clientes nos últimos tempos.

Tal vestimenta entra em consonância com o compliance das empresas, ou seja, as regras de governança que as rege. Na visão dos representantes, são as grandes empresas que mais demoram a voltar a colocar colaboradores para viajar, enquanto as pequenas e as médias retornam mais rápido justamente pela urgência de não permanecer para trás perante os concorrentes. Em suma, bom para elas e sinal positivo para o setor.


Brasil61

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