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Veja as diferenças entre IGP-M e IPCA na hora de escolher o indexador do aluguel

Por redação

O IGP-M voltou a permanecer inferior do IPCA no amontoado de 12 meses, posteriormente quatro anos supra do indicador solene da inflação no país. Sabido porquê “a inflação do aluguel”, o índice da FGV (Instalação Getulio Vargas) atualmente acumula subida de 10,72% em 12 meses, contra 12,13% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Extenso) na confrontação.

A subida do IGP-M, que chegou a passar de 30% em 2021, fez com que alguns especialistas recomendassem aos inquilinos uma negociação para trocar o indexador e reajustar o aluguel.

Essa subida ocorre desde maio de 2018, quando o índice ultrapassou o IPCA, que é o índice usado para media a inflação solene do país, no amontoado em 12 meses, mas teve uma aceleração mais possante com a pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021.

“O IGP-M é muito citado em contratos de aluguel, mas oferecido que ele se distanciou muito do IPCA nos últimos meses, principalmente no ano pretérito, muitos inquilinos ficaram impossibilitados de remunerar os reajustes orientados por ele”, lembrou André Braz, economista do FGV/Ibre.

No entanto, a volta do IGP-M a patamares mais próximos aos registrados antes da pandemia pode fazer com que os inquilinos considerem negociar uma mudança no contrato do aluguel, tendo em vista a atual porcentagem dos indicadores.

O CNN Brasil Business conversou com especialistas sobre as possibilidades de uma troca de indexador neste momento.

Para André Braz, os locatários podem tentar negociações sobre uma revisão no próprio valor do aluguel, oferecido que a demanda por imóveis não está aquecida porquê antes do coronavírus em detrimento da oferta por locações.

“Independentemente do índice que está no contrato, uma conversa entre inquilinos e proprietários é sempre bem-vinda, para ambas as partes, mesmo em um contexto de inflação mais baixa. Muitas vezes para o locador é vantajoso manter o inquilino bom pagador, mesmo por um preço menor “, avalia Braz.

Segundo Braz, já era esperado que o IGP-M não ficasse tão distante do IPCA, mas a aproximação de percentual dos índices não significa que seja necessário repensar uma modificação no contrato do aluguel.

“Eu acho que existe um dispêndio quando a gente troca o indexador, portanto em vez de voltar à mesa para negociar a volta do IGP-M no contrato, o que seria interessante é negociar justamente o reajuste do aluguel, independentemente do indexador”, disse.

De olho no dólar

Ainda que o IGP-M tenha voltado a permanecer em patamares menores aos observados um ano detrás, o economista e professor de finanças do Insper Alexandre Chaia disse que o indicador é menos previsível que o IPCA. E a culpa disso é bastante conhecida pelos brasileiros, que têm sofrido com ela nos últimos meses: a subida do dólar.

“Não dá para saber se o IGPM vai permanecer supra ou inferior do IPCA em razão da volatilidade do dólar, portanto, se amanhã tem alguma crise no país e o dólar disparar mais, o quidam com contrato atrelado ao IGP-M sai em desvantagem”, disse.

“Da mesma forma, o dólar pode tombar e o IGP-M permanecer cada vez mais inferior também, mas você não tem uma previsibilidade porquê na inflação medida pelo IPCA”, acrescentou.

O IGP-M é constituído pela ponderação de três outros índices: IPA-M (60%), IPC (30%) e INCC (10%).

O primeiro é o Índice de Preços por Atacado, que acompanha a oscilação dos preços no negócio atacadista. Conforme explicação de Alexandre Chaia, esse indicador sofre muita oscilação com o dólar. Porquê mais da metade do IGP-M tem relação com o IPA-M, ele fica bastante atrelado às mudanças do câmbio.

“Acho que quem mudou o indexador para IPCA não deve trocar para o IGP-M novamente, porque não dá para saber se ele vai permanecer supra ou inferior do IPCA em razão da volatilidade do dólar”, declarou o professor.

O economista explicou que o IPCA é um indicador mais associado à pessoa física e à inflação média das famílias e, por isso, disse confiar ser a melhor opção para indexar os contratos de tarifas, porquê força, aluguel e veículo.

“O IPCA normalmente é parâmetro de negociação em contrato de trabalho, portanto as categorias conseguem reposição do índice ou pelo menos vinculam um pouco o seu desenvolvimento salarial a ele”, afirmou.

“Não acho que o IGPM ainda valha a pena manter porquê indexação para os contratos de tarifa e de revisão de contas. Em universal, os contratos estão sendo alterados para o IPCA porque ele virou o parâmetro substancial da economia”, completou.

Índice Ivar

Os especialistas chamaram a atenção para o novo indicador feito pela FGV, criado com o intuito de averiguar o comportamento do mercado mobiliário, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar).

No último resultado divulgado, equivalente a abril, o índice registrou subiu 0,81% e passou a aglomerar subida de 8,24% nos últimos 12 meses. Na confrontação com o IGP-M e o IPCA, é o único ainda com taxa de um dígito.

“Olhando para um índice específico do mercado, talvez as partes tenham mais quesito de negociar o reajuste ideal, sem a urgência, simples, de impor exatamente o Ivar, pois em uma negociação pode ser que a não emprego de um indexador seja vantajosa para ambos, mantendo o imóvel gelado, sem alterações no preço”, pontuou André Braz.

CNN Brasil

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