Ucrânia diz que todas as mulheres e crianças foram retiradas de siderúrgica de Mariupol

Por redação

Todas as mulheres, crianças e idosos foram retirados da siderúrgica de Azovstal em Mariupol, afirmou a vice-primeira-ministra da Ucrânia neste sábado (7), apesar de os militares terem dito que um ataque russo ao sítio estava em curso.

“Esta secção da operação humanitária em Mariupol acabou”, escreveu a vice-primeira-ministra, Iryna Vereshchuk, no aplicativo de mensagens Telegram.

O Ministério da Resguardo da Rússia também anunciou a peroração da operação para retirar civis da siderúrgica. Em uma publicação online, o ministério disse que 51 pessoas foram resgatadas desde que a operação de três dias começou na quinta-feira. Os 51 eram 18 homens, 22 mulheres e 11 crianças, acrescentou.

A siderúrgica da era soviética, o último bastião às forças ucranianas em Mariupol, tornou-se um símbolo da resistência à operação mais ampla da Rússia de tomar faixas do leste e do sul da Ucrânia durante a guerra que já dura 10 semanas.

Sob intenso bombardeio, soldados e civis estavam presos há semanas em abrigos profundos e túneis subterrâneos que cruzam o sítio, com pouca comida, chuva e remédios.

As forças russas, apoiadas por tanques e artilharia, tentaram novamente invadir Azovstal neste sábado, afirmou o comando militar, secção de um ataque feroz para desalojar os defensores ucranianos na cidade estratégica com um porto no Mar Azov.

Mariupol ficou em ruínas por semanas de bombardeio russo e a siderúrgica foi praticamente destruída. Vários grupos de civis deixaram o multíplice na última semana, durante pausas nos combates.

Mais cedo neste sábado, a dependência de notícias russa Interfax citou separatistas apoiados por Moscou na região de Donetsk, na Ucrânia, dizendo que mais 50 pessoas haviam sido retiradas do sítio sitiado.

No entanto, jornalistas da Reuters ainda não haviam visto sinais da chegada delas ao núcleo de recepção no território controlado pelos separatistas perto de Mariupol. Os separatistas afirmaram que 176 civis foram retirados da siderúrgica até agora no totalidade.

A retirada de civis da siderúrgica de Azovstal — mediada pela ONU e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha — começou no último termo de semana, mas foi paralisada durante a semana por novos combates.

O prefeito da cidade estimou esta semana que 200 civis ficaram presos na siderúrgica.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse em um oração por vídeo no termo da noite de sexta-feira que a Ucrânia trabalhava diplomaticamente para resgatar soldados barricados dentro da siderúrgica. Não ficou evidente quantos deles ainda estão lá.

Os soldados prometeram não se render. Autoridades ucranianas temem que forças russas querem eliminá-los até segunda-feira (9), a tempo das comemorações de Moscou da vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou vitória em Mariupol em 21 de abril, ordenou o fechamento da siderúrgica e pediu que as forças ucranianas baixassem as armas. Mas a Rússia posteriormente retomou o seu ataque ao sítio.

Questionado sobre os planos da Rússia para marcar o natalício de segunda-feira em partes da Ucrânia que controla, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na sexta-feira que “chegará a hora de marcar o Dia da Vitória em Mariupol”.

Moscou labareda o que está fazendo desde 24 de fevereiro de uma “operação militar próprio” para desarmar a Ucrânia e livrá-la do que considera ser um nacionalismo anti-russos fomentado pelo Poente. Ucrânia e o Poente dizem que a Rússia lançou uma guerra sem provocações.

Mariupol, que fica entre a península da Crimeia — tomada por Moscou em 2014 — e partes do leste da Ucrânia controladas por separatistas apoiados pela Rússia desde aquele ano, é chave para vincular os dois territórios controlados pela Rússia e para bloquear exportações da Ucrânia.

CNN Brasil

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