Tribunal ucraniano vai ouvir 1º caso de violação de guerra contra soldado russo

Por redação

Um tribunal ucraniano deve inaugurar nesta sexta-feira (13) a julgar o primeiro caso de crimes de guerra decorrente da invasão da Rússia em 24 de fevereiro, em querela de um soldado russo tomado pelo homicídio de um social de 62 anos.

O caso é de enorme valimento simbólica para a Ucrânia. O governo ucraniano acusa a Rússia de atrocidades e brutalidade contra civis durante a invasão e diz que identificou mais de 10.000 possíveis crimes de guerra.

A Rússia negou mirar civis ou qualquer envolvimento em crimes de guerra e acusou Kiev de encená-los para difamar suas forças.

O site do tribunal distrital de Kiev identificou o soldado em julgamento uma vez que Vadim Shishimarin e disse que ele foi culpado de “violações das leis e normas de guerra”.

O gabinete do procurador-geral ucraniano disse que o réu tem 21 anos e integrava a repartição de tanques Kantemirovskaya da região de Moscou. Shishimarin enfrenta prisão perpétua pelo homicídio na vila de Chupakhivka, no nordeste da Ucrânia, em 28 de fevereiro.

Não está evidente se ele comparecerá ao tribunal ou quem o defenderá.

Em um transmitido, o gabinete do procurador-geral disse que o soldado roubou um carruagem de uma propriedade privada para evadir com outros quatro militares russos depois que seu grupo foi mira de forças ucranianas.

O transmitido disse que os soldados russos entraram na vila de Chupakhivka, onde viram um morador desmontado andando de bicicleta e falando ao telefone.

Segundo o procurador, o suspeito foi ordenado a matar o social para impedi-lo de relatar a presença dos russos e disparou vários tiros pela janela ocasião do carruagem com um rifle.

O Serviço de Segurança da Ucrânia conduziu a investigação sobre o caso.

Michelle Bachelet, subida comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse na quinta-feira (12) que há muitos exemplos de possíveis crimes de guerra desde a invasão russa e que 1.000 corpos foram recuperados até agora na região de Kiev.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) disse em 25 de abril que participaria de uma equipe conjunta com promotores ucranianos, poloneses e lituanos que investigam alegações de crimes de guerra contra as forças russas.

A Rússia labareda suas ações na Ucrânia de “operação peculiar” para desarmar o país e protegê-lo dos fascistas, negando que suas forças cometeram abusos.

CNN Brasil

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