Toffoli: Prensa livre, universidade e magistratura são alvos dos “engenheiros do caos”

Por redação

Sem reportar nomes, o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Dias Toffoli afirmou nesta sexta-feira (13) que “prensa livre, universidade e magistratura, são os três alvos preferenciais dos engenheiros do caos”.

O jurista discursava no 24º Congresso Brasiliano de Magistrados que aconteceu em Salvador, na Bahia.

Toffoli defendeu a prestígio do magistério enquanto mecanismo importante da sociedade e fundamental na garantia à verdade.

“É preciso desabitar a zona de conforto do oração de que as instituições funcionam e vão dar conta do recado. A democracia e suas salvaguardas institucionais devem ser permanentemente defendidas”, afirmou.

Nos últimos meses, diversos acontecimentos – uma vez que o caso do deputado federalista Daniel Silveira (PTB-RJ) – levaram os poderes Executivo e Judiciário a se enfrentarem em posições opostas.

Na avaliação de Toffoli, “só há garantia de direitos fundamentais com um Judiciário autônomo e, com um Judiciário independente e respeitando as regras do jogo”.

O ministro afirmou ainda que “não há uma vez que emudecer mais a sociedade e os direitos pactuados na Constituição de 88, e, portanto, não há uma vez que emudecer o Judiciário que, quando demandado o fará, uma vez que faz, fez e continuará fazendo valer esses direitos”.

“As instituições democráticas e os poderes constituídos hoje estão sendo vítimas de um ignorância, ou de uma desinformação que é realizada contra eles, mas também há uma premência de ocupação de espaço, que às vezes nós, enquanto instituição e magistrados, não estamos ocupando.”

Toffoli também discorreu sobre as pressões contrárias a atuação dos magistrados, que ele acredita ser fruto de “uma sólida base lógica”.

Em sua visão, o “objetivo é a geração do caos, com a perturbação contínua da opinião pública, o incitamento a separação e ao conflito institucional e social, voltam-se contra aqueles aos quais cabe zelar pelas regras do jogo”.

“Estamos realizando uma tarefa no dia a dia de manutenção do Estado Democrático de Recta, da nossa democracia e da realização efetiva da nossa Constituição. Proteger o Poder Judiciário e uma magistratura valorizada é proteger os direitos fundamentais, é tutelar o estabilidade e a simetria entre os poderes, é tutelar o Estado Democrático de Recta.”

CNN Brasil

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