Toffoli dá dez dias para PGR se manifestar sobre suposta homofobia de ex-ministro da Ensino

Por redação

O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Dias Toffoli deu o prazo de dez dias para que a Procuradoria-Universal da República (PGR) se pronuncie sobre as declarações homofóbicas, proferidas em setembro de 2020, pelo logo ministro da Ensino, Milton Ribeiro.

A própria PGR denunciou Ribeiro em seguida o incidente. A investigação foi motivada por uma entrevista do logo ministro ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em setembro de 2020, quando ele relacionou a homossexualidade a “famílias desajustadas” e disse que havia adolescentes “optando por ser gay”.

No documento, a PGR afirma que Ribeiro afirma que, “ao declarar que adolescentes homossexuais procedem de famílias desajustadas, o denunciado [Milton Ribeiro] discrimina jovens por sua orientação sexual e preconceituosamente desqualifica as famílias em que criados, afirmando serem desajustadas, isto é, fora do campo do justo curso da ordem social”.

Em testemunho à Polícia Federalista (PF), Ribeiro disse que não teve a intenção de desrespeitar ou magoar a sociedade brasileira ao proferir as afirmações durante entrevista ao jornal.

Aos delegados, o logo ministro da Ensino pediu desculpas cinco vezes pelas declarações e afirmou que não teve a intenção de discriminar homossexuais.

Na percepção dele, conforme relatou em testemunho que o âncora da CNN Daniel Adjuto teve chegada, “a família dos gays são famílias porquê a sua” e “que se sentou com a sua família e se desculpou” pelo ocorrido.

Exoneração do Ministério da Ensino

Milton Ribeiro deixou o posto em março em seguida divulgação de reportagens dos jornais “Folha de S. Paulo” e “O Estado de S. Paulo” que o implicavam em um esquema de favorecimento a pastores dentro do MEC.

Em uma conversa gravada, o ministro afirma que recebeu um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a liberação de verbas da pasta fosse direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federalista.

Na gravação, Ribeiro diz que se trata de “um pedido peculiar do presidente da República”. “Foi um pedido peculiar que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o ministro na conversa com prefeitos e outros dois pastores, segundo o jornal.

Ribeiro continua: “Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar.”

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são os citados nos áudios. Segundo o jornal, os dois religiosos têm negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras em creches, escolas e compra de equipamentos de tecnologia.

Na conversa vazada, o ministro de Bolsonaro indica que, com a liberação de recursos, pode possuir uma contrapartida. Ribeiro nega que tenha favorecido pastores.

Neste mês, a PGR enviou ao STF uma sintoma na qual defende que o questionário que investiga o ex-ministro da Ensino Milton Ribeiro, por supostos desvios na pasta, seja enviado à Varas Federais Criminais da Seção Judiciária do Região Federalista já que Ribeiro não é mais ministro de Estado.

CNN Brasil

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