Sentimento preponderante das eleições é “angústia” com economia, diz investigador político

Por redação

Com a divulgação da última pesquisa XP/Ipespe de intenção de voto para as eleições presidenciais, está posto que o sentimento “preponderante” desse pleito é a “sofreguidão e angústia dos brasileiros diante das dificuldades postas pelo quadro econômico pós-pandemia”, avaliou Antonio Lavareda, investigador político e diretor do Ipespe, à CNN nesta sexta-feira (13).

Segundo a pesquisa, realizada com 1000 entrevistados de todo o Brasil, o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto com 44%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%.

Para Lavareda, a mudança de sentimento preponderante explica índices porquê a menor repudiação de Lula perante Bolsonaro, muito porquê a queda do “antipetismo” presente em 2018, quando a crise econômica e os efeitos da Operação Lava Jato ainda era dominantes do ponto de vista eleitoral.

“Essa eleição é balizada em grande medida pelo o que está ocorrendo e pode ocorrer na dimensão econômica. São sobretudos atinentes à inflação, ao dispêndio de vida e dos produtos, ao desemprego e ao ritmo de incremento esperado para esse ano que, embora tenha melhorado recentemente, segundo alguns analistas, ainda está num patamar muito ordinário, de 1,3% a 1,5%”, avaliou Lavareda.

O investigador político afirma que a combinação desses fatores “coloca um tropeço difícil ao presidente [Bolsonao] transpor nessa corrida eleitoral”, já que a “inflação é associada sempre ao governo”, observou Lavareda.

A melhora em alguns índices de Bolsonaro, porquê o incremento de um ponto dentro da margem de erro de uma pesquisa para a outra, fez com que o investigador político apontasse para a saída de Sergio Moro (União Brasil) da corrida presidencial. Ele avalia que os apoiadores de Moro voltaram para o candidato que escolheram em 2018, Bolsonaro.

“Nesse retorno, dá-se um viés de consistência, os eleitores alinham suas avaliações do governo às intenções de voto. Ao retornarem ao presidente atual, alinham sua avaliação do governo, economia e rumos do país. É a escolha eleitoral comandando a avaliação do governo e a leitura da economia”, afirmou.

Terceira via

Sobre a possibilidade da chamada “terceira via” seguir nas pesquisas eleitorais, Lavareda disse que não podia-se descartar “fenômenos imprevisíveis”, mas que ainda é preciso esperar passos a serem dados pelo grupo, porquê a unificação do campo — que conta com Simone Tebet (MDB) e João Doria (PSDB) porquê concorrentes.

Outrossim, Lavareda afirma que é preciso entender “qual grande dificuldade essa eleição coloca para candidatos que não sejam Lula ou Bolsonaro” devido ao ineditismo da disputa.

“São dois personagens com uma taxa de conhecimento elevadíssima, com uma imagem cada um deles bastante consolidada. Verificamos singularidade nas pesquisas, porquê o inusual e super proeminente volume no confederado de intenções de votos espontâneas: 74% dos eleitores hoje conseguem apontam o nome do candidato espontaneamente”, disse, porcentagem que era de 38% na mesma era do ano em 2018.

“Temos dois candidatos super conhecidos disputando a preferência dos brasileiros. Um comanda o governo e outro tem a experiencia de dois mandatos. Isso traz barreiras para a penetração dos demais competidores”, analisou.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

CNN Brasil

Compartilhe este conteúdo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Veja também