Saiba se é hora de comprar ou vender ações da Gol, que vai fechar capital

Por redação

A companhia aérea brasileira Gol e a colombiana Avianca anunciaram nesta quarta-feira (11) a formação de uma holding, chamada Grupo Abra, sob a qual os dois grupos de aviação vão compartilhar a mesma plataforma de negócios.

A Gol e a Avianca manterão operações independentes, enquanto, segundo enviado, “se beneficiam de maior eficiência e investimentos feitos pelo mesmo grupo controlador”. Porém, a novidade empresa terá capital fechado e sediada no País de Gales, no Reino Unificado.

Dessa forma, os acionistas da Gol devem receber um valor – ainda não definido – sobre o preço da ação. Especialistas entrevistados pelo CNN Brasil Business apontaram que esse é o momento de comprar os papéis da companhia, e não vendê-los.

Mas, antes, todos eles advertem que o cenário ainda é muito vago porque não é provável compreender uma vez que será definido o valor que os acionistas minoritários deverão lucrar.

De pacto com o veste relevante da fusão: “a operação não acarretará a obrigatoriedade da realização de uma oferta pública de obtenção de controle para os acionistas minoritários, uma vez que não haverá demência ou transferência de controle acionário”.

A oferta pública de obtenção, ou OPA, é um mecanismo usado pelas companhias que vão parar de ofertar seus papéis em uma bolsa de valores, e que teve seus papéis vendidos a um terceiro – uma vez que pode ocorrer com o Twitter e o Elon Musk – e, assim, neste exemplo, os acionistas receberiam um valor definido pelo CEO da Tesla.

“”Nem o MOBI FIA (fundo de investimentos) ou tampouco os irmãos Constantino (fundadores da companhia aérea) alienarão, direta ou indiretamente, qualquer ação da Gol”, informou o enviado.

Sugestões

Heitor de Nicola, assessor de renda variável na Acqua Vero Investimentos, acredita que, por ora, a melhor opção é esperar a aprovação da união das empresas para logo tomar alguma atitude. No momento, ele aponta que o movimento de fusão é positivo para ambos os grupos.

E ele, assim uma vez que o BTG Pactual e Ilan Arbetman, comentador de Research da Ativa, têm um posicionamento de compra das ações da Gol.

Em relatório, o banco afirmou que “a novidade coligação reflete o redesenho de parcerias no setor desatento global e regionalmente, desencadeadas por mudanças estruturais de acionistas e desafios da Covid-19. O negócio é positivo para a Gol, logo reiteramos nossa compra em uma de nossas preferências no setor de aviação”.

O papel encerrou a sessão desta quarta-feira a R$ 12,94, baixa de 1,67%.

Arbetman, por sua vez, declara que haverá uma provável expansão das rotas e adequação das malhas, movimento que pode mitigar alguns custos. “Ou seja, não é o momento para vender os papéis”.

“Além de existirem questões financeiras e tributárias porque serão duas grandes empresas e os acionistas da holding terão melhores condições para refinanciar passivos”, declarou o profissional.

Já Fabio Louzada, economista e fundador da escola Eu Me Banco, afirma que, apesar de concordar em esperar os próximos passos da fusão, prefere “transpor do setor de turismo e viagens e ir para outros que possuem margens melhores e possam se beneficiar com o cenário atual de taxa de juros”.

O profissional destaca que os papéis de bancos costumam se segurar “em cenários ruins”. Louzada argumenta ainda que o setor de viagens tem pouca margem e de muito risco, já que são expostos a diversos fatores.

Movimentos já feitos pelo mercado

De prontidão, o mercado apresentou um movimento de contentamento em relação à fusão, tanto que as ações da Gol subiram quase 2% depois o pregão da operação. Em entrevista à CNN, o consultor financeiro Paulo Bittencourt explicou que o movimento das companhias pode trazer mais rotas aéreas.

Porém, ele destaca ser uma tendência os papéis da companhia começarem a desabar a medida que os dias vão se aproximando do fechamento de capital, marcado para provavelmente o segundo semestre.

“A fusão aconteceu porque empresas estavam com dificuldade [na pandemia] e tiveram um prejuízo… ou por outra, o preço do combustível está muito saliente, o que afeta murado de 30% a 40% dos custos das aéreas”, lembra a comentador da CNN Priscila Yazbek. Portanto, a operação visa dar suporte financeiro para as companhias.

CNN Brasil

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