Restrito: 83% dos docentes da rede pública querem continuar lecionando, diz pesquisa

Por Brunialti Welinton

Se, para os alunos, uma sala de lição serve porquê uma passagem para o mundo, é exatamente nesse tipo de envolvente que a maioria dos educadores da rede pública quer estar. Uma pesquisa do Instituto iungo em parceria com o Núcleo de Novas Arquiteturas Pedagógicas da USP (NAP/USP) obtida com exclusividade pela CNN revela que a ensino ocupa um lugar médio nos projetos de vida de 8 em cada 10 professores da rede pública no Brasil.

Os resultados do levantamento mostram que 83% dos docentes pretendem seguir atuando em sala de lição, e que seus planos se resumem a três temas principais: procura por primazia e qualidade na ensino (presente em 88% das respostas); adoção de moral profissional e pessoal (56%); e o compromisso com a ensino e profissão (100%).

Ainda, 50% querem impactar positivamente a vida dos estudantes e comunidade, enquanto 30% querem cuidar e responsabilizar-se por suas famílias, pensando na dimensão moral que isso comporta.

A pesquisa foi realizada em 2021, com 2.000 professores, ainda com um cenário de suspensão de aulas presenciais devido à pandemia da Covid-19. Valéria Arantes, coordenadora da pesquisa e diretora do NAP/USP, avalia que, considerando que os dados foram coletados neste cenário reptador, com impaciência, estresse e outros problemas, um ponto relevante levantado é o libido em buscar alternativas.

Cláudia Sosinho, professora de duas escolas públicas do Rio de Janeiro, pontua que a formação, tanto acadêmica quanto humana, e qualificação são fundamentais. Ela se atualiza em conversas com seus colegas, alunos e cursos.

Porém, essa atualização é um dos desafios em um envolvente com troca de informações cada vez mais rápida. Além dos cursos, é necessário entender, dialogar e escutar os alunos.

Especialistas defendem também que a troca de ideias entre docentes seja um dos principais métodos adotados em cursos de aperfeiçoamento e formação de professores.

“A gente deseja que as secretarias de ensino conheçam e se apropriem dessas informações para que possam considerá-las nos momentos de estruturar programas de formação e sua estrutura de formação junto aos professores das redes”, diz Paulo Andrade, diretor do Instituto Iungo.

Arantes avalia que, antes de tudo, o profissional da ensino precisa entender o projeto de vida dele e exercitar o autoconhecimento, humanizando a formação.

Rafael Canudense, professor de uma escola no Jardim Guarujá, na zona sul de São Paulo, é um dos docentes que valoriza um método de ensino que ligeiro em conta a verdade de cada quidam.

“A ensino é a asa do conhecimento que vai poder te fazer voar para lugares que você nunca imaginou”, afirma Canudense.

CNN Brasil

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