Quais as vantagens da inteligência artificial na sala de aula?

Redação Brasil
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Aplicar a inteligência artificial na educação permite criar uma sala de aula sem fronteiras, em que o conhecimento chega ao aluno em conformidade com o tempo de aprender de cada um. Quando surge uma dúvida, o apoio vem de forma adequada, com intervenções que ajudam a superar os desafios de aprendizagem.

Após todas as dificuldades serem superadas, conteúdos avançados surgem para desafiar o estudante. O progresso dos estudos é avaliado em tempo real, à medida que as pequenas conquistas do dia a dia vão aparecendo. O professor acompanha essa evolução de perto e ajusta, de acordo com as necessidades e características dos alunos, o conteúdo e a forma como ensina.

Pensando nisso, o SEB (Sistema Educacional Brasileiro) preparou este artigo para mostrar como o uso da inteligência artificial na educação vem mudando os processos de ensino e aprendizagem.

Inteligência artificial na sala de aula© iStock/monsitj Inteligência artificial na sala de aula

O que é a inteligência artificial?

A inteligência artificial é um campo da ciência com o principal objetivo de desenvolver equipamentos que simulam a capacidade humana de compreender informações, tomar decisões, perceber fatos e solucionar problemas.

Quando você acessa um site e entra em contato com o atendente virtual (também conhecido como chatbot), por exemplo, você está utilizando a inteligência artificial. Nesse caso, é fácil perceber que o computador usa determinadas palavras-chave para deduzir a solicitação ou dúvida. A partir disso, o sistema fornece uma resposta ou conduz você a um atendente capaz de solucionar a questão.

Nas últimas décadas, essa tecnologia vem evoluindo consideravelmente e vem sendo aplicada aos mais diversos setores, como na educação e nas instituições financeiras. Outro exemplo do nosso dia a dia são os assistentes virtuais, como a Cortana, da Microsoft; ou a Siri, da Apple.

Como a inteligência artificial pode ser aplicada na educação?

O uso da inteligência artificial na educação pode melhorar tanto a gestão escolar — especialmente na perspectiva pedagógica — quanto a aprendizagem. Confira alguns exemplos de como essa tecnologia pode ser empregada nas escolas.

  • Identificar o nível dos estudantes

Todo grupo de alunos em sala de aula é diversificado. Cada estudante apresenta uma lacuna de conhecimento única, com aptidões e dificuldades maiores para compreender determinados assuntos ou disciplinas. Nesse contexto, a inteligência artificial permite um ensino mais adaptativo, que particulariza essa aprendizagem.

Como o sistema consegue identificar quais são os bloqueios de cada aluno, ele oferece um feedback imediato e apresenta um modelo de atividades e conteúdos (textos, infográficos, videoaulas, animações etc.) para ajudá-lo a solucionar essas brechas e compreender os temas propostos.

Esse tipo de ensino permanece com o aluno em sua jornada escolar, propondo conteúdos e aferindo o seu aproveitamento no tempo individual. Além disso, a tecnologia consegue repassar essas informações aos professores, que conhecem melhor a classe. Assim, eles podem intervir sempre que necessário e de forma ainda mais eficaz.

  • Aumentar a autonomia do estudante

Ao reunir e cruzar informações sobre o desempenho de cada estudante, a inteligência artificial na educação ajuda o professor a formar grupos de alunos com o mesmo nível e, até mesmo, a pensar novos desafios para aqueles mais avançados.

Isso também é um grande incentivo para o planejamento estratégico do currículo e de novas estratégias de ensino. Assim, o aluno ganha mais autonomia e recebe um ensino personalizado. Por meio de plataformas individualizadas, ele tem condições de analisar sua performance e organizar os estudos de acordo com as próprias facilidades ou dificuldades.

O objetivo é desenhar um caminho de aprendizado de curto e longo prazos, a partir de talentos, preferências e necessidades individuais. O aprendizado também pode ser levado para fora da sala de aula, aumentando as possibilidades de o estudante aprender por meio de temas do seu interesse.

  • Utilizar a gamificação para engajar

A gamificação é uma ferramenta didática que apresenta conceitos da área dos jogos para o processo de ensino e aprendizagem. O objetivo é incentivar a realização de tarefas ou desafios. Entre os elementos aplicados estão a competição, a cooperação, a superação de etapas e a entrega de prêmios.

No ambiente escolar, os assuntos transformam-se em uma experiência com mais chance de ser assimilada. A estratégia didática usa os games para promover engajamento no processo de construção de entendimentos.

Dessa forma, deixamos de lado a visão do aluno que apenas aprende de forma passiva e do educador detentor de todo o conhecimento. O objetivo agora é deixar que o estudante participe de forma ativa e tenha no seu professor o facilitador da aprendizagem.

No entanto, é essencial que os níveis sejam balanceados para que o aluno tenha interesse em aprender por meio dessa metodologia. Ele precisa ser desafiado, mas, ainda assim, ser capaz de solucionar os problemas de acordo com suas habilidades e seus conhecimentos.

Se o estudante não consegue vencer nenhum obstáculo, a tendência é que ele perca o interesse no jogo. Isso também acontece quando o game é simples demais — nesse caso, não há desafio a ser superado. Então, para melhorar esse processo, a inteligência artificial avalia o desempenho de cada aluno e adequa o nível de acordo com o seu comportamento.

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