Pré-candidatos à presidência falam sobre a privatização da Petrobras

Por redação

Na última quinta-feira (12), o novo ministro de Minas e Virilidade, Adolfo Sachsida, enviou a ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um pedido para iniciar os estudos necessários para a privatização da Petrobras e da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), responsável pela comercialização do petróleo e do gás procedente produzidos no pré-sal.

Sachsida assumiu o comando da pasta três dias em seguida a Petrobras anunciar reajuste de 8,8% no preço de venda do diesel para distribuidoras.

Em entrevista à CNN nesta quinta (12), Adriano Pires, economista e diretor do Meio Brasiliano de Infraestrutura, afirmou que o debate sobre a privatização da estatal “está mais maduro”, mas é um projeto de longo prazo, que deverá ser abordado pelo próximo governo — que será eleito no próximo mês de outubro.

Atualmente, as ações da Petrobras são divididas entre a União, que possui 36,75%, outras instituições e pessoas físicas brasileiras, que possuem 20,46% das ações, e estrangeiros, com 42,79%. Porém, o governo federalista tem o controle da empresa, por meio de 50,5% das ações ordinárias, aquelas que concedem aos seus donos recta a voto.

Diante disso, a CNN perguntou aos pré-candidatos o que eles pensam sobre a privatização da Petrobras. Confira aquém as respostas.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

O ex-presidente Lula é contra a privatização da Petrobras. Sua venda ameaço a segurança energética do país e irá aumentar ainda mais o preço dos combustíveis

Jair Bolsonaro (PL):

O presidente não respondeu até o momento da publicação.

Ciro Gomes (PDT):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

João Doria (PSDB):

Antes de discutirmos privatização da Petrobras, é primordial para o país prometer firmeza macroeconômica, institucional e política. Com isso, o impacto da subida do preço do petróleo deixa de ser agravado pela subida do dólar e pode, inclusive, ter o efeito de atenuá-lo.

Outro ponto além de privatizar a segunda empresa petroleira mais lucrativa do mundo, é prometer a proteção da população mais pobre, estendendo o vale gás para os mais vulneráveis e usando a receita suplementar que o governo recebe pela subida do preço internacional do petróleo para minimizar o impacto sobre o diesel. Dessa forma se protege quem mais sofre com essa subida, com responsabilidade fiscal e ambiental.

André Janones (Avante):

A Petrobras foi construída com o suor do povo brasiliano. É uma companhia que faz um pouco incrível no planeta: exploração de águas profundas e ultraprofundas. Exemplo na indústria do petróleo. Já fizeram o inacreditável: vender os combustíveis nacionais a preços de produtos importados para prometer o lucro dos acionistas minoritários ao dispêndio do sacrifício do povo. Já não basta vender uma das gasolinas mais caras do mundo? Agora querem mais um golpe: entregar a Petrobras para os amigos de Paulo Guedes. O país precisa resgatar o nacionalismo verdadeiro de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitscheck, não o entreguista dos amigos do Governo. INACEITÁVEL. A Petrobras é nossa e, se não está exercendo sua função social num dos momentos mais delicados da nossa história, imaginemos na mão de quem só visa lucros? Não precisamos privatizar, precisamos é de governo competente e com sensibilidade social.

Simone Tebet (MDB):

Trazer à tona a discussão da privatização de uma empresa uma vez que a Petrobras neste momento é uma irresponsabilidade. Faltam poucos meses para o termo do governo. Isso parece uma “cortinado de fumaça”. Mais uma, aliás. No fundo, Bolsonaro gostaria de intervir na empresa uma vez que fizeram Lula e Dilma, mas não pode graças à Lei das Estatais, aprovada no governo Temer.

De qualquer forma, é importante manter a gestão profissional e as regras de governança da companhia. E antes de anunciar uma privatização, é fundamental um diálogo franco com a sociedade. Precisamos definir por que e para que privatizar? Ou seja, para onde vão os recursos? A privatização só faz sentido se o resultado da venda for todo direcionado para a sociedade por meio de políticas sociais, seja com a erradicação da miséria, com programas que foquem na primeira puerícia ou na habitação popular. A sociedade, que é a dona da Petrobras, tem de participar desse debate. Uma fanfarronada em exposição de posse de um ministro não é a forma de conduzir uma discussão tão relevante e séria uma vez que essa.

Felipe d’Avila (Novo):

Quem gosta da Petrobras estatal são os políticos populistas. Para eles, essas empresas são estratégicas: servem uma vez que moeda de troca política e uma vez que utensílio para manipulação dos preços e da economia. Para o brasiliano, estratégico é deixar os populistas longe do controle da Petrobras. A privatização é o jeito mais eficiente de proteger a empresa e os brasileiros desses interesses políticos. Uma Petrobras privada seria mais eficiente e geraria mais riqueza para o país.

Luciano Bivar (União Brasil):

A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros. O liberalismo não exclui a possibilidade de propriedade estatal dos meios de produção, somente obriga que haja competição. A empresa estatal poderá sempre subsistir numa economia liberal, desde que sem privilégios e também desde que atenda melhor às necessidades dos consumidores.

O que falta é o governo planejar obras estruturantes. Se temos superávit de produção de petróleo cru, por que não investimos em refinarias?  A refinaria Abreu e Lima, por exemplo, refina somente 50% de sua capacidade. Das 13 refinarias brasileiras, metade precisa de investimentos para otimizar seus resultados. E a mais saudável (Mataripe, na Bahia), o governo vendeu aos árabes por 1,8 bilhões, quando ela vale mais de 4 bilhões.

Uma vez que partido liberal, a União Brasil defende um estado mais ligeiro, porém altamente eficiente.

Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

 

CNN Brasil

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