Polarização entre Bolsonaro e Lula ameaço domínio do PSDB em SP

Por redação

Desde 1995, o Palácio dos Bandeirantes é tucano. Mario Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria foram eleitos com uma fórmula parecida: ser um espelho da era Fernando Henrique Cardoso, pregando responsabilidade fiscal, privatizações e investimentos sociais.

E mais: até a chegada de Bolsonaro à disputa pátrio, o PSDB era indicado uma vez que a antítese do PT e surfava nessa vaga em São Paulo. Hoje, a subida do bolsonarismo e o renascimento do PT tornaram a disputa única.

O risco de guia é real. Vetusto quadro tucano, Arnaldo Madeira diz que a própria {sigla} colaborou para esse cenário.

“O PSDB sempre foi um partido de grandes teses, grandes temas. Eu acho que o PSDB ficou muito confuso, um partido sem noção de caminho. E hoje somos um partido que está um tanto quanto no ar, um tanto quanto perdidos em relação ao que fazer. Nós nos baseávamos em teses e programas, e não em propostas oportunistas de última hora”, afirmou.

As chances do partido manter seu reduto mais importante e a relevância no cenário político pátrio, estão hoje nas mãos de um “cristão novo” no ninho tucano: o governador Rodrigo Garcia, quadro histórico do velho PFL, que estava no DEM e se filiou há menos de um ano ao PSDB.

Garcia chegou uma vez que secção de uma estratégia que retrata muito as guerras internas do partido. o projecto era isolar Geraldo Alckmin e transfixar caminho para o projeto pátrio de João Doria.

Secção disso se cumpriu, mas o eleitorado ainda não o coloca em posição de destaque. No cenário mais provavel hoje, Garcia não chega a dois dígitos.

Para volver esse quadro, Garcia conta com a máquina do estado e procura se alongar da imagem negativa de Doria. Também trabalha para não perder o eleitorado tucano para o candidato de Jair Bolsonaro, o ex-ministro Tarcisio de Freitas.

Rodrigo Garcia e Tarcisio de Freitas fazem hoje uma espécie de eleição dentro da eleição para saber quem avançará ao segundo vez contra o candidato da esquerda.

Disputam segmentos mais conservadores do eleitorado: agronegócio, religiosos e policiais. O ex-ministro também mira a centro-direita não bolsonarista para frustrar os planos do tucano.

Luta palmo a palmo com o tucano o votante conservador do interno paulista, que representa metade do voto no estado. Garcia pretende se apresentar uma vez que alguém independente, sem paraninfo, um paulista-raiz contra o carioca tarcisio, que seria um forasteiro patrocinado por Bolsonaro.

O ex-ministro, por sua vez, vai explorar o que considera o cansaço do paulista com trinta anos de governo PSDB. Tarcisio está rodando o estado para se apresentar ao eleitorado.

Adapta o exposição ao que cada região quer ouvir e aposta na transferência de votos de bolsonaro para chegar ao segundo vez.Na esquerda, o PT avalia que a chance de vencer nunca foi tão subida.

Na capital, Grande São Paulo e litoral, os petistas dão uma vez que certa a vitória de fernando haddad. E apostam em um exposição segmentado com seminários regionais no interno para furar o bloqueio tucano na região.Mas antes há um repto para o PT: convencer Marcio França, do PSB, a retirar a candidatura, já que o ex-governador tem pontuado muito nas pesquisas.

Para Maurício Moura, presidente do Idea Big Data, a disputa em São Paulo será muito acirrada.

“Há pré-candidatos que são bastante conhecidos uma vez que por exmeplo o ex-prefeito Fernando Haddad, que deve se beneficiar da performance do ex-presidente Lula na campanha presidencial. O mesmo se aplica pro ex-ministro Tarcisio de Freitas, que deve surfar a vaga do presidente Jair Bolsonaro. E o governo atual do PSDB não é tão muito estimado uma vez que aqueles que foram eleitos ou reeleitos. É um momento que conjuga várias variáveis com as quais o PSDB ainda nao se deparou numa eleição estadual.”

CNN Brasil

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