Para Mourão, decisão do STF sobre Daniel Silveira foi “vontade”

Por redação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), criticou a pena do Supremo Tribunal Federalista (STF) ao deputado federalista Daniel Silveira (PTB-RJ), que sentenciou o parlamentar a oito anos e nove meses de prisão por ameaças aos ministros da Incisão.

“Se eu sou ofendido, o que que eu faço [?]. Eu vou em uma delegacia, faço um boletim de ocorrência e processo o cidadão que me ofendeu. Agora, no caso, o que estamos vendo é que, se eu for ministro do STF, eu mando prender. Logo isso é um verdadeiro vontade”, afirmou o vice-presidente em entrevista à Rádio Guaíba, em Porto Contente, nesta sexta-feira (13).

Mourão fez uma salvaguarda sobre os termos usados por Daniel Silveira ao se referir à Incisão. “As expressões usadas pelo deputado Daniel Silveira foram expressões que não são de uma pessoa educada, mas ele é um parlamentar e tem liberdade para fazer isso”, afirmou o vice-presidente.

Mourão também comentou que a situação de Silveira pode ser interpretada de mais de uma maneira.

“A lei é para nós cidadãos comuns. Temos que entender o que podemos e o que não podemos fazer. A partir do momento que o magistrado ‘A’ interpreta a lei de uma maneira e o magistrado ‘B’ de outra maneira, a gente não sabe mais o que faz, e é isso que vem acontecendo”, declarou.

Entenda o caso Daniel Silveira

Um dia depois o STF ter réprobo Silveira à prisão em regime fechado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou um decreto que concede “perdão” ou “indulto individual” ao deputado federalista.

O indulto individual é uma privilégio do presidente da República e, na prática, extingue a pena e multa impostas na quarta-feira (19) a Daniel Silveira pelo STF. Bolsonaro baseou sua decisão no item 84, inciso 12 da Constituição.

Na última terça (10), a Advocacia-Universal da União (AGU) enviou uma sintoma ao STF no qual afirma que o indulto de Daniel Silveira não é ilícito nem inconstitucional.

A AGU argumenta que não há mais a possibilidade de se impor sanção ao parlamentar e que a licença do indulto é ato privativo do presidente da República.

(Publicado por Carolina Farias)

CNN Brasil

Compartilhe este conteúdo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Veja também