Otan defende auxílio militar à “heroica” Ucrânia; Rússia intensifica ataques

Por Brunialti Welinton

A Otan classificou a Rússia, nesta quarta-feira (29), uma vez que a maior “ameaço direta” à segurança do Poente depois a invasão russa à Ucrânia, e concordou com planos para modernizar as Forças Armadas ucranianas, dizendo que apoia totalmente a “resguardo heroica de seu país” pelos ucranianos.

Em uma cúpula dominada pela invasão e pela convulsão geopolítica que ela causou, a Otan também convidou Suécia e Finlândia à associação e prometeu um aumento de sete vezes a partir de 2023 de forças de combate em cima nível de alerta no seu flanco leste, contra qualquer porvir ataque da Rússia.

Em reação, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia responderia na mesma moeda se a Otan organizasse infraestrutura na Finlândia e na Suécia, depois que elas entrarem na associação militar liderada pelos EUA.

Putin disse, segundo agências de notícias russas, que não poderia descartar que tensões emergissem nas relações de Moscou com Helsinki e Estocolmo depois eles entrarem na Otan.

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou mais deslocamentos de forças por terreno, mar e ar ao longo da Europa, da Espanha, no oeste, à Romênia e à Polônia, na fronteira com a Ucrânia.

“A guerra do presidente Putin contra a Ucrânia despedaçou a sossego na Europa e criou a maior crise de segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em uma entrevista coletiva. “A Otan respondeu com força e união”.

Enquanto os 30 líderes da Otan se reuniam em Madri, as forças russas intensificaram os ataques na Ucrânia, com mísseis e bombardeios na região de Mykolaiv, no sul, perto das linhas de frente e do Mar Preto.

O prefeito da cidade de Mykolaiv disse que um míssil russo matou pelo menos cinco pessoas em um prédio residencial, e Moscou afirmou que suas forças haviam atingido o que chamou de base de treinamento para mercenários estrangeiros na região.

O governador da província de Luhansk, no leste, relatou “lutas em todo lugar”, em uma guerra em torno da cidade de Lysychansk, que as forças russas estão tentando ladear ao seguir gradualmente em uma campanha para invadir toda a região industrial de Donbas, no leste da Ucrânia, em nome de representantes separatistas. Donbas é constituído pelas províncias de Donetsk e Luhansk.

Aludindo à deterioração das relações com a Rússia desde a invasão, um expedido da Otan chamou a Rússia de “mais significativa e direta ameaço à segurança dos aliados”, depois anteriormente tê-la classificado uma vez que uma “parceira estratégica”.

A Otan emitiu um novo documento de Noção Estratégico, o seu primeiro desde 2010, que diz que uma “Ucrânia potente e independente é vital para a firmeza da região Euro-Atlântica”.

“Estamos em totalidade solidariedade ao governo e ao povo da Ucrânia na heroica resguardo do seu país”, disse o expedido.

CNN Brasil

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