Números do desmatamento da Amazônia são “péssimos”, diz Mourão

Por redação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, classificou porquê “péssimos” e “horrorosos” os números que fizeram com que o desmatamento na Amazônia quebrasse recordes para o mês de abril.

Segundo divulgação do Estagnar, plataforma de alerta de desmatamento do Instituto Vernáculo de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 1.012,5 km² destruídos somente no mês pretérito. O oferecido de 2022 representa aumento de 74,5% em relação a 2021.

“Estamos vendo aí onde é que estamos errando. Nós estamos com as ações. Temos a Operação Guardiões do Bioma, que é uma operação conjunta do Ministério do Meio Envolvente com o Ministério da Justiça. Logo tem que ver com eles onde é que está tendo a lapso”, declarou o vice-presidente nesta segunda-feira (9) ao chegar ao seu gabinete.

Questionado sobre a expectativa dos números — que ainda são preliminares em relação ao mês pretérito, já que o Estagnar realizou as medições até 29 de abril –, Mourão disse que não esperava os indicadores ruins.

“Houve um tempo que os satélites não estavam enxergando muita coisa, portanto os dados não estavam aparecendo da forma porquê apareceram no final”, declarou.

“O nosso problema para melhorar a fiscalização é que a gente consiga implantar o sistema de bases fixas que está prevista nesse projecto do Guardiões do Bioma, mas aí depende de recursos”, disse depois.

Para o vice-presidente, uma das hipóteses podem ser “pessoas querendo se aproveitar do momento” eleitoral:

“Nós já tivemos outros meses que foram pior, na série histórica. O que eu vejo, talvez, não sei, pessoas querendo se aproveitar do momento. Nós estamos num processo eleitoral, portanto está uma vigilância menor, na tese deles. E [com] muita gente operando na ilegalidade”, afirmou aos jornalistas.

Hamilton Mourão confirmou que haverá uma reunião do Recomendação da Amazônia, o qual preside, nesta semana já com a presença de governadores dos estados da Amazônia Legítimo.

*Com informações de Giovanna Bronze, da CNN

CNN Brasil

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