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No Brasil, 23% dos negros se sentem representados porquê criminosos em filmes e séries, mostra pesquisa

Por redação

Uma pesquisa feita pela empresa Paramount Global e obtida com exclusividade pela CNN analisou a valor da variedade e da representatividade no mundo do audiovisual.

De concórdia com o estudo realizado em 15 países, incluindo o Brasil, 9 em cada 10 pessoas globalmente concordam que a representatividade na televisão e nos filmes tem um impacto no mundo e influencia a percepção que temos de determinados grupos ou pessoas.

Ainda segundo a pesquisa, 52% das pessoas que participaram do levantamento afirmam se sentir mal representadas, dizendo que falta precisão em porquê o grupo a que pertencem é retratado no audiovisual – ou seja, por mais que os filmes e as séries estejam melhorando no quesito incluir pessoas diferentes nas telas, a representação de diferentes grupos não é feita de forma fidedigna.

O impacto dessa má representação é sentido de forma prejudicial pelo público. Segundo o estudo, 18% das pessoas negras em todo o mundo sentem que são retratadas porquê criminosas e 16% sentem que são retratadas porquê perigosas.

No Brasil, esse percentual é ainda maior: 23% das pessoas negras sentem que são retratadas porquê criminosas e 24% porquê perigosas. Pessoas do Oriente Médio e árabes também disseram na pesquisa que se sentem representados porquê criminosas (20%) e perigosas (17%).

A má representação no audiovisual é apontada também por pessoas com deficiência e membros da comunidade LGBTQIA+. De concórdia com a pesquisa, quase 40% das pessoas com deficiência física dizem que não veem as pessoas com corpos porquê os seus nas telas dos cinemas ou na televisão.

O estudo mostrou ainda que a representação equivocada nas telas tem um impacto na saúde mental do público: entre aqueles que se sentem mal representados, 41% afirmam ter sua autoestima e crédito impactadas e quase 60% dizem que isso os faz sentir sem valor, ignorados ou decepcionados.

A pesquisa mostrou também que quase 60% das pessoas que sentem que sua identidade de gênero está mal representada afirmam que sua autoestima e crédito são afetadas.

A pesquisa obtida com exclusividade pelo Popverso CNN foi feita pela empresa Paramout Global com 15.387 pessoas no mundo todo, com idades entre 13 e 49 anos e moradoras de 15 países (Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Alemanha, Itália, Malásia, México, Holanda, Nigéria, Polônia, Cingapura, África do Sul, Reino Uno e Estados Unidos).

Popverso CNN

O novo programa da CNN Brasil comandado por Mari Palma vai ao ar de segunda a sexta, primeiro no Youtube, às 20h, e às 23h30 na TV. A novidade atração da programação da CNN Brasil Soft traz uma cobertura intensa do mundo da cultura pop e também um outro olhar sobre as notícias do dia a dia.

CNN Brasil

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