Monstro e crises institucionais são entraves a Lula e Bolsonaro, mostra pesquisa

Por redação

Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) jogam luz sobre temas que podem ser entraves no desempenho dos dois principais pré-candidatos à Presidência da República. Questões relacionadas a uma eventual flexibilização da legislação atual sobre o monstruosidade e a crises institucionais, porquê conflitos com o Supremo Tribunal Federalista (STF) e ataques ao sistema eletrônico de votação, revelam-se contraproducentes tanto para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para o presidente Jair Bolsonaro (PL).

O petista viu sua liderança diminuir ou ser perdida em segmentos relevantes, porquê o eleitorado evangélico, em seguida declarações sobre a ampliação do recta ao monstruosidade – atualmente, a interrupção da gravidez só é permitida em casos de estupro, risco de morte para a mãe ou anencefalia do feto.

O risco a Lula, explica o observador político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, é que um transitivo razoável de eleitores não teve conhecimento das declarações – o ex-presidente disse no dia 5 de abril que a interrupção de gravidez indesejada deveria ser tratada porquê questão de saúde pública, pois mulheres pobres correm risco ao fazer o procedimento clandestinamente, e no dia seguinte Lula afirmou que pessoalmente é contra o monstruosidade.

Mais da metade (53%) dos entrevistados só soube das declarações ao ser perguntada sobre o tópico pelos pesquisadores da Quaest, diante de 44% que se disseram informados a saudação. Por sua vez, 50% afirmaram que um posicionamento favorável ao monstruosidade diminui as chances de votar em um candidato, diante de 40% que não são afetados pela tarifa e 5% que veem aumentar a possibilidade de escolha.

Quando se analisam as respostas dos eleitores evangélicos, que representam tapume de 30% dos votantes brasileiros, 62% disseram que a chance de voto diminui –entre os católicos, o índice é de 48%. Mesmo com maior sensibilidade ao tópico, a pesquisa aponta que 47% dos evangélicos não sabiam das declarações de Lula. “Isso mostra que ainda pode possuir mais perda de eleitores nesse segmento, à medida que essa informação chegar a mais pessoas”, explica Felipe Nunes.

Nesta edição da pesquisa Genial/Quaest, a vantagem de Bolsonaro sobre Lula entre evangélicos é a maior da série histórica: o presidente teve 47%, diante de 30% do petista. Entre católicos, que representam 51% do eleitorado, Lula tem 53%, e Bolsonaro, 27%.

Indulto e urnas

A pesquisa também aponta riscos para a trajetória de recuperação de Bolsonaro, iniciada em novembro, quando registrou os piores índices de avaliação do governo e maior intervalo nas intenções de voto em relação a Lula. Crises institucionais, porquê a provocada pela licença de perdão ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) em seguida pena pelo STF, ou o questionamento às urnas eletrônicas não agregam votos ao pré-candidato à reeleição –ao contrário, distanciam o sufragista que procura alternativas à polarização.

A perdão concedida ao parlamentar sentenciado em seguida ter feito ameaças a ministros do Supremo é uma informação mais conhecida pelo eleitorado (56% já sabiam do perdão oferecido por Bolsonaro, diante de 42% que só foram informados do caso pelo entrevistador) e criticada pelo maior transitivo: 45% consideram incorrecto o indulto, diante de 30% que consideram correto.

O risco, aponta o diretor da Quaest, é que a avaliação positiva está concentrada em quem já declara voto no presidente, enquanto 54% dos que preferem que as eleições não sejam vencidas nem por Bolsonaro, nem por Lula reprovam o indulto. Quando se somam os entrevistados que dizem que o indulto diminui as chances de votar no pré-candidato à reeleição aos que já não votam nele, chega-se a 57% do eleitorado.

“Esse oferecido, analisado em conjunto com o aumento da crédito nas urnas eletrônicas, mostra que as crises institucionais, que são constantes no atual governo, mais atrapalham do que ajudam a campanha à reeleição”, diz Nunes.

A Quaest também perguntou se o sufragista confia nas urnas eletrônicas. Quatro em cada 10 entrevistados disseram incumbir muito e 35% afirmaram incumbir um pouco (eram 29% em setembro, última vez que a pergunta foi feita). Os que não confiam, apesar dos novos ataques ao sistema feitos por Bolsonaro, caíram de 27% para 22%. Novamente, essa suspicácia fica concentrada praticamente entre quem já vota no presidente – mesmo assim, 40% dos eleitores de Bolsonaro disseram incumbir um pouco e 23%, incumbir muito no dispositivo.

Dados sobre a pesquisa

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Duas milénio pessoas foram entrevistadas face a face entre os dias 5 e 8.

O levantamento tem 95% de crédito. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01603/2022.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

CNN Brasil

Compartilhe este conteúdo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Veja também