Ministros recebem recados de que Bolsonaro não tem pressa para definir vagas no STJ

Por Brunialti Welinton

Ministros de tribunais superiores receberam recados de que o presidente Jair Bolsonaro não tem pressa para definir os nomes para ocupar as duas vagas abertas no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De harmonia com relatos de magistrados à CNN, o mandatário do Palácio do Planalto tem trabalhado, inclusive, com a possibilidade de deixar a definição para depois das eleições —num movimento semelhante ao que pretende fazer em relação à vaga no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O movimento de Bolsonaro, no entanto, pode fomentar indisposição com o STJ. Ministros da Galanteio ouvidos em caráter reservado pela CNN disseram que, se de indumento o presidente resolver segurar a indicação, pode provar um evidente desprezo pelo tribunal.

Bolsonaro, segundo aliados disseram à CNN, pretende fazer uma espécie de depuração dos indicados.

No STF, no entanto, há quem acredite que o presidente não vai esticar tanto a definição. Esses ministros entendem que o mandatário do Planalto pode até não fazer a escolha de inesperado, mas não teria uma vez que segurar tantos meses.

Na semana passada, o STJ definiu uma lista quádrupla, composta pelo desembargador federalista Messod Azulay Neto, do Tribunal Regional Federalista da 2ª Região (TRF-2), que tem o suporte da chamada “bancada do Rio” da Galanteio; Ney Bello, do Tribunal Regional Federalista da 1ª Região (TRF-1), próximo ao ministro Gilmar Mendes; Paulo Sérgio Domingues, do Tribunal Regional Federalista da 3ª Região (TRF-3), que tem o suporte do ministro Dias Toffoli; e Fernando Quadros, do Tribunal Regional Federalista da 4ª Região (TRF-4), a segunda instância da Lava Jato, ligado ao ministro Edson Fachin.

Logo depois da definição do STJ, no entanto, ministros do Supremo receberam recados de que Bolsonaro não teria ficado satisfeito com a seleção. Segundo relatos feitos à CNN, o presidente esperava a lista com os nomes de Carlos Pires Brandão, do Tribunal Regional Federalista da 1ª Região (TRF-1), bravo pelo ministro de Nunes Marques; e de Cid Marconi Gurgel de Souza, Tribunal Regional Federalista da 5ª Região (TRF-5), tido uma vez que candidato do presidente do STJ, ministro Humberto Martins.

Procurado pela CNN, o Planalto não se manifestou.

CNN Brasil

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