Jornalista da Al Jazeera pode ter sido morta por tiros não intencionais de tropas de Israel, dizem EUA

Por Brunialti Welinton

A jornalista da Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, provavelmente foi morta por tiros não intencionais de posições israelenses, mas investigadores independentes não conseguiram chegar a uma peroração definitiva sobre a origem da projéctil que a atingiu, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta segunda-feira (4).

Abu Akleh, uma palestina-americana, foi morta em 11 de maio durante um ataque israelense na cidade de Jenin, na Cisjordânia.

O Coordenador de Segurança dos EUA (USSC, na {sigla} em inglês), depois de falar sobre as investigações das Forças de Resguardo de Israel (FDI) e da Mando Palestina, concluiu que tiros de posições israelenses provavelmente foram responsáveis pela morte de Abu Akleh, disse o Departamento de Estado.

“O USSC não encontrou motivos para crer que isso foi premeditado, mas sim o resultado de circunstâncias trágicas durante uma operação militar liderada pelas FDI contra facções da Jihad Islâmica Palestina”, disse o Departamento de Estado em transmitido.

Em estudo judicial por peritos terceirizados supervisionados pelo USSC, no entanto, especialistas em balística determinaram que a projéctil estava muito danificada, o que impediu uma peroração clara sobre sua origem, disse o Departamento de Estado.

Os palestinos dizem que os militares israelenses mataram deliberadamente Abu Akleh. Israel nega isso, afirmando que ela pode ter sido atingida por balas perdidas do Tropa ou por um disparo de um dos homens palestinos armados que estavam em confronto com suas forças no lugar.

Um cimo funcionário palestino acusou Washington de procurar proteger Israel.

“A verdade é clara, mas o governo dos EUA continua se esquivando de anunciá-la”, disse Wasel Abu Youssef, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), à Reuters.

“Dizemos que Israel matou Shireen Abu Akleh e deve ser responsabilizado pelo violação que cometeu.”

A morte de Abu Akleh, um dos rostos mais conhecidos da reportagem sobre o conflito palestino-israelense, provocou indignação em todo o mundo, principalmente depois que seu funeral em Jerusalém foi marcado por cenas de policiais espancando pessoas presentes.

As disputas entre os lados sobre as circunstâncias de sua morte têm ofuscado uma visitante do presidente dos EUA, Joe Biden, prevista para leste mês.

Os militares israelenses disseram que continuarão investigando o incidente e uma decisão sobre a possibilidade de lançar quaisquer acusações criminais será tomada depois o fiscalização operacional.

O ministro da Resguardo, Benny Gantz, disse que Israel está comprometido em deslindar a verdad.

CNN Brasil

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