Irmãos Weintraub entram com queixa-crime no STF contra Eduardo Bolsonaro

Por redação

Os irmãos Arthur Weintraub e Abraham Weintraub, ex-ministro da Instrução, entraram no STF (Supremo Tribunal Federalista) com uma queixa-crime contra o deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP) posteriormente o parlamentar ofender os irmãos em uma publicação em sua conta no Twitter. A informação foi confirmada pela assessoria de notícia dos irmãos.

Os Weintraub realizaram uma transmissão pelas redes sociais para comentar o perdão da pena do deputado federalista Daniel Silveira (PTB-RJ) facultado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), no dia 21 de abril, um dia posteriormente o STF ter sentenciado o parlamentar fluminense por ameaças a ministros da Galanteio.

“Os precedentes que estão sendo criados são péssimos. Depois você vai querer confrontar o que aconteceu com o Daniel com o face lá na frente que tiver com depravação, lavagem de quantia, mas vai falar: cá também já tem um precedente. É muita coisa. É impressionante. Não imaginei que fosse ver uma coisa dessa”, afirmou Arthur, durante a transmissão, na noite do dia 22, dia seguinte ao decreto presidencial.

Eduardo Bolsonaro reagiu em seu perfil no Twitter com críticas e xingamentos.

“A gente tá na guerra e o face me falando em precedente, porquê se nunca um corrupto tivesse recebido indulto e agora o instrumento tenha sido utilizado para seu termo: soltar um singelo. E quem fala são os irmãos que saíram do país para se livrar desta perseguição. São uns filhos da p***! Desculpa, mas não há outra termo.”

A postagem do parlamentar fruto do presidente está anexada à queixa violação protocolada no STF.

Abraham Weintraub foi ministro da Instrução até junho de 2020, quando deixou o governo Bolsonaro posteriormente críticas a ministros do STF. Depois de desembarcar da pasta, ele também não poupou críticas ao presidente por fazer alianças com partidos do Centrão, principalmente posteriormente a filiação de Bolsonaro ao PL.

A CNN entrou em contato com Eduardo Bolsonaro e aguarda uma resposta.



CNN Brasil

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