Ipea projeta desenvolvimento de 1,8% no PIB deste ano

Por Brunialti Welinton

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou a previsão do Resultado Interno Bruto (PIB) do Brasil deste ano para 1,8%. Em março, a expectativa era de 1,1%. A projeção se aproxima da apresentada pelo Banco Médio um dia antes: de 1,7%.

Segundo a nota técnica divulgada pelo Ipea nesta quinta-feira (30), a mudança foi provocada pelo desempenho positivo da maior secção dos setores da economia em abril e maio, além da intensificação da melhora no mercado de trabalho. Também nesta quinta-feira (30), o IBGE (Instituto Brasiliano de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego chegou a 9,8%, o melhor resultado para um trimestre terminado em maio desde 2015.

O Ipea aponta que o destaque do ano deve permanecer para o setor de serviços, com a expectativa de uma subida de 2,8%.

Segundo a Confederação Pátrio do Transacção de Bens, Serviços e Turismo, as empresas estão se recuperando dos prejuízos da pandemia e lideram a geração de empregos, com saldo de 658 milénio vagas formais até o meio e expectativa de mais 673 milénio até o termo do ano. Ensino e turismo registram as principais retomadas. Já em relação ao desempenho da agropecuária e da indústria, o Ipea projeta segurança.

Em seguida uma subida de 1% no PIB no primeiro trimestre deste ano, o segundo semestre de 2022 guarda mais desafios. A nota técnica dos pesquisadores aponta obstáculos internos e externos, mormente por conta da guerra entre Ucrânia e Rússia, que já completou quatro meses, sem previsão de fecho.

O conflito no Leste Europeu prejudica as cadeias produtivas internacionais e deve continuar prejudicando o cenário econômico. Outrossim, o Ipea destaca as elevadas taxas de inflação em vários países, mostrando que o problema não se limita ao Brasil, onde a subida de preços passa dos 12% no reunido dos últimos 12 meses.

Internamente, além da inflação, o Ipea aponta que o aperto na política monetária deve intensificar seus efeitos nos próximos meses, atingindo, por exemplo, a oferta de crédito. Outrossim, os brasileiros enfrentam uma queda na renda, o que dificulta o aumento do consumo e da circulação de quantia.

Com incertezas previstas para o segundo semestre, o Ipea também revisou a projeção do PIB para o próximo ano, mas para inferior: de 1,7% para 1,3%. O instituto prevê um início de ano tímido do ponto de vista da atividade econômica, com uma recuperação ao longo de 2023. O cenário depende do que deve suceder na guerra, que pode reduzir a pressão inflacionária mundial.

CNN Brasil

Compartilhe este conteúdo

Veja também