Investimento da China em energias renováveis barateou produtos do setor, diz técnico

Por redação

O aumento da procura por painéis de pujança solar no Brasil está diretamente relacionado a uma política recente da China.

A indústria chinesa, baseada essencialmente em carvão e gás, passou a se adequar mais intensamente a novas fontes de pujança no ano pretérito.

“A partir do momento em que a China passou a fomentar as energias renováveis lá dentro, uma consequência imediata foi a produção em larga graduação desses materiais. E isso já teve um efeito ao volta do mundo, porque barateou o dispêndio das placas solares, por exemplo”, explicou técnico do núcleo de Ásia do Núcleo Brasiliano de Relações Internacionais, Larissa Wachholz, em entrevista à CNN Rádio.

A transição energética chinesa desperta o temor de um encarecimento dos produtos da indústria do país, que também teria efeitos no mundo inteiro.

Por outro lado, a demanda por pujança limpa favorece o desenvolvimento desse setor, o que ajudaria o resto do mundo a ter aproximação a equipamentos que eram muito mais caros há poucos anos, na avaliação de Larissa Wachholz.

“Hoje, por exemplo, a gente tem no Brasil uma série de iniciativas de geração de pujança solar, além de pessoas que instalam placas solares em suas casas. O motivo de isso ser mais atingível é justamente a graduação com que esses produtos são feitos na China”, ressaltou.

A dedicação da China a uma transição de fontes fósseis para fontes renováveis de pujança já é a maior do mundo.

O país se comprometeu, na Câmara-Universal da ONU em setembro de 2020, a neutralizar todas suas emissões de gases do efeito estufa num prazo de 40 anos.

Já em 2021, os chineses investiram US$ 276 bilhões em medidas de transição energética, valor que corresponde a um terço dos investimentos mundiais nesse tipo de solução.

O Núcleo Brasiliano de Relações Internacionais e o King’s College de Londres realizaram entre esta quarta (11) e quinta-feira (12) a conferência online “Sustentabilidade e a novidade economia energética em um mundo multipolar”.

O evento abordou o papel da América Latina na colaboração para a transição energética da China.

A mudança para matrizes renováveis tem relação direta com a América Latina, que exporta combustíveis fósseis para a China.

CNN Brasil

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