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Informação é fundamental para volver queda na vacinação infantil, diz Kfouri

Por redação

A queda na cobertura vacinal infantil no país é motivo de preocupação entre pesquisadores e médicos. O calendário de vacinação das crianças inclui a proteção contra doenças porquê a poliomielite, gripe, sarampo, caxumba e rubéola.

Em entrevista à CNN, o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, explicou que levante fenômeno começou antes da pandemia.

“A queda no número de crianças vacinadas vem acontecendo desde 2015, ano a ano assistimos a um decréscimo, nos dois anos de pandemia isso se acentuou e coloca em risco as conquistas da vacina, eliminamos rubéola, corremos risco de reintrodução, sarampo já voltou, a pólio já está até em Israel”, disse.

De convénio com levantamento da CNN Rádio, fundamentado em dados do Data SUS, a procura pela vacina BCG, que protege contra a tuberculose, teve baixa de mais de 30% entre 2019, antes da pandemia, e 2021.

A vacina contra a poliomielite teve cobertura vacinal de 87% em 2019, caiu para 76% em 2020 e para 67% em 2021. A primeira ração da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve redução de mais de 20% na procura entre 2019 e 2021.

O Grupo Hermes Pardini de laboratórios particulares afirma que a procura por vacinas infantis caiu 66% em São Paulo de 2020 para 2021.

Para Kfouri, a notícia é uma estratégia fundamental para volver o quadro que ameaço a saúde da população. “Acho que o caminho da notícia é fundamental para restaurar as baixas coberturas. É mais fácil convencer as pessoas antigamente do que esse cenário atual, onde as doenças desapareceram”.

Ameaço à saúde pública

Segundo o técnico, os altos índices de vacinação infantil no Brasil nas últimas décadas provocaram a redução significativa no número de casos. No entanto, as conquistas estão ameaçadas pela baixa procura pelas vacinas.

“A novidade geração de pais nunca se deparou com alguém com essas doenças, profissionais da saúde nunca lidaram com elas, perdem essa percepção, recomendam de maneira menos enfática, se não aprendermos notícia empática e sensível, no sentido de se mobilizarem, vamos ter dificuldade”, completou.

O diretor da SBIm afirmou, ainda, que há estudos que buscam identificar as diferentes causas para a baixa procura pelos imunizantes. Entre elas, estão “a falta de vacina, fake news, horários de funcionamento dos postos de saúde também já não atendem mais”, afirma.

CNN Brasil

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