Governo diz que optou por ceder na PEC Kamikaze para evitar rombo maior

Por Brunialti Welinton

O governo optou por ceder ao Congresso Pátrio nas negociações que levaram a aprovação da PEC 16 por temer quem se a votação fosse adiada para a próxima semana, haveria mais tempo para a inclusão de outras emendas que poderiam ampliar ainda mais o seu dispêndio final. A informação foi confirmada por fontes do governo.

A teoria original da PEC era de que a soma de dividendos da Petrobras e da venda da Eletrobras abastecessem os muro de R$ 50 bilhões estimados inicialmente de impacto fiscal da proposta. Porquê muro de R$ 16 bilhões desse montante virão de repúdio fiscal, sobrariam no supremo R$ 34 bilhões para os benefícios fiscais.

Mas os cálculos iniciais de integrantes da equipe econômica apontam que, a se confirmarem na Câmara o texto confirmado hoje no Senado, o dispêndio deve ultrapassar os R$ 40 bilhões, R$ 6 bilhões a mais do que o previsto inicialmente.

No entanto, ainda que o escorço final do texto confirmado pelo Senado não tenha sido o idealizado pelo governo, e principalmente pela equipe econômica, fontes do governo afirmaram que não era verosímil permitir um prazo maior de negociação.

Integrantes do governo dizem que foi preciso transfixar negociação principalmente com três atores políticos: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que defendeu a inclusão da gratuidade para idosos, mercê que acaba sendo positivo para empresas de transporte público; o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, que defendeu benefícios para barqueiros e taxistas — incluídos nesta quinta-feira; e o PT, que comemorou as mudanças no texto, em privativo a restrição ao estado de emergência. O partido avaliava que da forma porquê estava abria espaço para que o governo pudesse gastar durante o período eleitoral.

CNN Brasil

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