Fatos Primeiro: Tebet acerta sobre subida do PIB e redução da taxa de juros no governo Temer

Por Brunialti Welinton

A senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência, afirmou que o ex-presidente Michel Temer, seu colega de partido, “fez o Brasil crescer” no período em que esteve avante do Executivo. “Nós estávamos no decréscimo do PIB de 7% em dois anos e começamos a ter um incremento de 1%”, disse.

Em evento realizado em 6 de maio, em São Paulo, a emedebista ainda exaltou os feitos de Temer com relação à redução da taxa de juros e à aprovação da reforma do ensino médio.

O histórico do Resultado Interno Bruto (PIB) brasiliano, tanto na gestão Temer quanto no período que a antecedeu, corrobora a fala da presidenciável, de contrato com dados do IBGE (Instituto Brasílio de Geografia e Estatística). O mesmo vale para a taxa de juros.

O que Tebet disse?

“O presidente Temer é um pacificador no momento em que as pessoas estão clamando por silêncio. Além da experiência e da capacidade de alguém que avançou, que conseguiu fazer o Brasil crescer. Nós estávamos no decréscimo do PIB de 7% em 2 anos, nós começamos a ter um incremento de 1%, conseguiu diminuir taxa de juros de 14% para 6% em unicamente 2 anos, que fez a reforma do ensino médio, tão necessária para restituir os nossos jovens para sala de lição. É óbvio que nós não podemos penetrar mão da experiência do ex-presidente Temer.”

Simone Tebet, em 6 de maio, em evento em São Paulo

PIB brasiliano evoluiu

Michel Temer foi empossado presidente do Brasil em 31 de agosto de 2016, em seguida o impeachment de Dilma Rousseff (PT), de quem era vice. Durante os anos completos de sua gestão (2017 e 2018), o Brasil registrou indicadores econômicos positivos em conferência com os da antecessora.

No último ano inteiramente ocupado pela petista no Palácio do Planalto (2015), o PIB brasiliano registrou uma variação negativa: -3,55%. Em 2016, o índice oscilou para -3,31%. Rousseff foi afastada temporariamente em maio daquele ano até tolerar o impeachment. Segundo dados do IBGE, no biênio 2015-2016 o PIB brasiliano caiu aproximadamente 7,2%.

No ano seguinte, primeiro completo sob o comando de Temer, a economia cresceu e retornou ao estágio positivo, com variação de 1,06%. O indicador teve um índice similar em 2018, quando registrou 1,12%. Ambos os números confirmam o incremento que Simone Tebet atribui ao governo de seu correligionário.

No primeiro procuração de Dilma Rousseff (2011-2014), o indicador marcou, respectivamente, 3,97%, 1,92%, 3,00% e 0,50%.

O período de Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010) no governo terminou com a melhor variação do PIB desde 1985: 7,53%. O país vinha de um ano negativo (-0,13% em 2009), mas passou a maior secção da gestão do ex-sindicalista no patamar positivo – com oscilações entre 3% e 6%.

Durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002) no Planalto, o PIB não entrou no campo negativo. O menor patamar atingido foi de 0,34%, em 1998. O maior foi em 2000, com 4,39%.

Queda recorde na taxa de juros

No dia da posse de Michel Temer, o Comitê de Política Monetária do Banco Medial se reuniu para anunciar um novo aumento da taxa básica de juros. A Selic passou a 14,25% — porquê indicado por Tebet.

O índice passava por um movimento de subida, que havia começado em outubro de 2013.

Durante o governo do emedebista, a taxa Selic passou por processo regular de redução. Ao termo de sua gestão, em dezembro de 2018, o índice atingiu 6,40%, — o que também está de contrato com a asserção da pré-candidata do MDB.

Já nos governos de Dilma, a taxa Selic oscilou entre movimentos de subida e queda. Quando a petista tomou posse pela primeira vez, em 2011, marcava 11,25%. Ao termo deste governo, 11,75%. Reeleita, Dilma esteve no poder somente até maio de 2016, quando o índice estava em 14,25%.

Nos governos de Lula, o Brasil viveu um período de subtracção na taxa. No início de seu primeiro procuração, em 2003, marcava 25%. Quatro anos mais tarde, 13,25%. Também reeleito, o petista deixou seu segundo procuração com a Selic em 10,75%.

A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Medial para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, porquê as de empréstimos, de financiamentos e das aplicações financeiras.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

CNN Brasil

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