Especialistas debatem estudos do governo para privatização da Petrobras

Por redação

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quinta-feira (12) que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculado à pasta, dará procedimento aos estudos para privatizar a Petrobras e a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA).

A fala ocorreu em seguida o novo ministro de Minas e Vontade, Adolfo Sachsida, formalizar a solicitação para início dos estudos de desestatização da PPSA.

Em entrevista à CNN nesta quinta, Adriano Pires, economista e diretor do Meio Brasiliano de Infraestrutura, afirmou que o debate sobre a privatização da estatal “está mais maduro”, mas é um projeto de longo prazo, que deve ser abordado pelo próximo governo.

“Discussão da privatização está mais madura, há cinco dez anos era impossível. No pequeno prazo, temos que resolver questão do preço, que preocupa o governo e tira voto. No longo prazo, temos que discutir a privatização, depende mais do próximo governo”, afirmou o economista.

Pires, que recusou a indicação para presidir a Petrobras no mês pretérito, avalia que o cume preço dos combustíveis preocupa o governo federalista. “O governo acha que o preço dos combustíveis está atrapalhando as chances da verosímil reeleição do Bolsonaro”, disse.

Entretanto, o economista afirma que o presidente não deve tomar nenhuma medida precipitada. “A pior maneira para segurar os preços seria interferir na Petrobras e controlar os preços. Estou preocupado com alguma mediação branca até as eleições”, avalia Pires.

Para o investigador político Creomar de Souza, o debate sobre a privatização da Petrobras é “uma cortinado de fumaça” do governo federalista. “DIzem que a melhor maneira de não resolver um tanto em Brasília é produzir um grupo de trabalho. Tem-se uma cortinado de fumaça, que serve para tirar o foco da inflação, do preço do combustivel e outros elementos”, afirmou em entrevista à CNN.




Todavia, Creomar avalia que a insistência do governo no matéria projeta gerar uma resposta equivocada dos outros candidatos eleitorais, principalmente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Bolsonaro e seus assessores esperam que esse movimento desperte na campanha de Lula a boa e velha resposta improvisada, emotiva que pode servir à campanha do presidente”, disse o investigador político.

CNN Brasil

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