Empresas ocidentais pedem para que China modere política “Covid-zero”

Por redação

Grupos que representam empresas ocidentais na China estão pedindo a Pequim que relaxe a política Covid-zero, dizendo que bloqueios severos estão prejudicando ganhos e investimentos e forçando um número crescente de empresas a considerar uma mudança de operações na segunda maior economia do mundo.

Mais de 50% das empresas americanas atrasaram ou diminuíram os investimentos na China uma vez que resultado do recente surto de Covid-19, de convénio com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (9) pela Câmara Americana de Transacção na China.

A pesquisa — que foi realizada de 29 de abril a 5 de maio com a participação de 121 empresas membros — também detalhou o impacto do bloqueio de Xangai nas empresas americanas. A cidade é o meio financeiro da China e está bloqueada desde o final de março.

 

 

Até 58% dos entrevistados cortaram as projeções de receita para 2022 na China, perante 54% de somente um mês detrás.

Quase metade disse que os trabalhadores estrangeiros são significativamente menos propensos ou se recusam a se mudar para a China por pretexto da política de Covid-zero.

“Entendemos que a China optou por priorizar a saúde e a segurança supra de tudo, mas as medidas atuais estão estrangulando a crédito das empresas americanas na China”, disse Colm Rafferty, presidente da câmara na China, em transmitido que acompanhou os resultados da pesquisa.

“Nossas empresas associadas instam o governo a obter um estabilidade mais ideal entre prevenção de pandemia, desenvolvimento econômico e orifício do país”, acrescentou.

Empresas europeias alertam a China

As empresas europeias também estão preocupadas.

Tapume de 23% das empresas europeias estão considerando transferir investimentos para fora da China — a maior proporção em uma dez — de convénio com uma pesquisa rápida divulgada pela Câmara de Transacção da UE na China no final da semana passada.

“A China precisa mudar a estratégia”, disse Jörg Wuttke, presidente da Câmara de Transacção da União Europeia na China, à CNN Business internacional em entrevista por telefone.

“Tivemos dois bons anos. Mas agora é hora de agir de forma dissemelhante. Covid-zero pode não ser a utensílio certa agora.”

Wuttke disse que a maioria dos negócios europeus foi positiva em janeiro, já que a abordagem rigorosa do Covid da China provou ser bem-sucedida em sofrear a propagação do vírus na era, e a economia continuou crescendo.

Mas a versão Ômicron altamente contagiosa colocou a política de Covid-zero de Pequim sob seu maior teste, e bloqueios maciços paralisaram a atividade econômica nas principais cidades.

Pelo menos 31 cidades estão sob bloqueio totalidade ou parcial, de convénio com os últimos cálculos da CNN.

Em abril, o gigantesco setor de serviços da China contraiu no segundo ritmo mais acentuado já registrado, com os bloqueios da Covid atingindo fortemente as pequenas empresas. O setor manufatureiro também encolheu drasticamente, empurrando a economia para trás.

“Vimos danos aos nossos negócios”, disse Wuttke, acrescentando que as empresas estão suspendendo investimentos por pretexto do que está acontecendo na China.

A pesquisa rápida mostrou que 78% dos 372 entrevistados acham que a China é um fado de investimento menos sedutor por pretexto de suas restrições mais rigorosas ao Covid.

“O que realmente está prejudicando a economia é a falta de visibilidade”, disse Wuttke. “Ninguém tem teoria de quando essa situação vai mudar.”

“As autoridades chinesas estão dolorosamente cientes da dor econômica causada pela política da Covid. Mas estão basicamente tendo dificuldade em mudar a narrativa”, acrescentou.

CNN Brasil

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