Em seguida 15 anos, caso Madeleine McCann continua sem desfecho

Por redação

Madeleine McCann tinha 3 anos quando desapareceu do apartamento de férias de sua família na Praia da Luz, em Algarve, Portugal, em 3 de maio de 2007. Desde logo, o caso não foi encerrado e ainda não há culpados pelo sumiço da moça.

Nas últimas semanas, novas evidências movimentaram as investigações, com um promotor boche dizendo “ter certeza” de que Christian Brueckner “é o facínora de Madeleine McCann”.

Os pais da pequena estavam jantando com amigos a exclusivamente 60 metros do apartamento onde a moça deveria dormir com seus irmãos gêmeos. Por volta das 22h, Kate McCann, a mãe, foi checar as crianças e descobriu que Madeleine não estava no imóvel. A janela do quarto estava ensejo.

O caso teve grande repercussão mundial, principalmente devido à enorme campanha publicitária realizada pelos pais da moça para tentar deslindar o paradeiro de Madeleine.

Eles viajaram para vários países para promover a procura pela filha, tendo até se encontrado com o papa Bento XVI em Roma.

Muro de 600 pessoas foram investigadas e quatro foram consideradas suspeitas, mas absolvidas depois.

Uma grande recompensa foi oferecida por informações sobre o paradeiro da pequena, incluindo contribuições da autora de “Harry Potter”, J.K. Rowling, o magnata pop Simon Cowell e o empresário Richard Branson. Jogadores de futebol uma vez que David Beckham e Cristiano Ronaldo também pediram ajuda para localizar a moça desaparecida.

Em setembro de 2007, a polícia portuguesa classificou Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine, uma vez que suspeitos do desaparecimento da filha, depois que DNA foi encontrado em um coche que a família alugou 25 dias em seguida relatar o desaparecimento. Eles negaram todas as acusações e, posteriormente, o caso contra eles foi encerrado.

Os pais de Madeleine receberam US$ 1,1 milhão em danos por maledicência e obtiveram desculpas de vários meios de notícia pela cobertura do caso.

Troca dos responsáveis pela investigação

Depois disto, as autoridades portuguesas entregaram todos os seus processos a investigadores privados contratados pelos pais da moça, que continuaram a seguir possíveis pistas.

Em maio de 2011, eles publicaram um livro chamado “Madeleine”, que fala sobre a procura pela filha. Em julho do mesmo ano, informações sobre uma pequena da Índia que parecia ser a pequena desaparecida causou comoção nas redes sociais, mas a informação foi descartada, uma vez que diversos outros relatos de possíveis “aparições” da moça em pelo mundo.

Também em 2011, o caso foi assumido pela Polícia Metropolitana de Londres. Entre outras medidas, as autoridades britânicas abriram novas investigações sobre crimes ocorridos perto da estância de férias.

Madeleine McCann está desaparecida desde maio de 2007
Madeleine McCann está desaparecida desde maio de 2007 / Foto: Divulgação/Metropolitan Police

A investigação em larga graduação ficou conhecida uma vez que Operação Grange e, entre 2019 e 2020, custou pelo menos US$ 14,7 milhões (muro de R$ 75 milhões).

Em outubro de 2013, a polícia britânica publicou novos esboços de possíveis suspeitos no caso. Nesse sentido, abriram-se novas linhas de investigação, todas relacionadas a uma série de assaltos ao balneário onde a moça desapareceu.

Em março de 2014, investigadores britânicos disseram estar detrás de um varão que agrediu jovens britânicas durante as férias em Portugal nos anos anteriores e posteriores ao desaparecimento de McCann.

Identificação do principal suspeito

Um dos marcos mais importantes da investigação ocorreu em junho de 2020, quando as autoridades britânicas e alemãs anunciaram que haviam identificado um cidadão boche de 43 anos – à quadra – uma vez que suspeito no caso.

Hans Christian Walters, promotor estadual de Brauwschweig, disse que o varão está sendo investigado por homicídio. “Com isso, você pode entender que assumimos que a moça está morta”, disse ele em entrevista coletiva publicada em vídeo pela CNN.

O suspeito que eles se referiam era o traficante de drogas réprobo e molestador de crianças Christian Brueckner.

Porém, Brueckner não foi culpado de nenhum violação relacionado ao desaparecimento. Ele está detrás das grades na Alemanha por estuprar uma mulher na mesma extensão da região do Algarve onde Madeleine desapareceu em 2007. O suspeito negou envolvimento no desaparecimento de McCann.

Em 22 de abril de 2022, os promotores portugueses disseram que um varão foi formalmente identificado uma vez que suspeito do desaparecimento. Os promotores de Faro, a principal cidade do Algarve, não divulgaram o nome publicamente, mas disseram em enviado que as autoridades alemãs o identificaram uma vez que suspeito a seu pedido.

Recentemente, em 4 de maio de 2022, Hans Christian Wolters, promotor boche que investiga o caso desde 2020, disse que os detetives acreditam ter encontrado “alguns fatos, algumas novas evidências”, acrescentando: “Temos certeza de que ele [Brueckner] é o facínora de Madeleine McCann”.

O prazo para receita deste tipo de violação acaba 15 anos em seguida a ocorrência, o que aconteceria no dia 3 de maio deste ano, mas Brueckner ainda será devidamente investigado.

*com informações da CNN, CNN Portugal e da CNN Espanhol

(publicado por Tiago Tortella, da CNN)

CNN Brasil

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