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Em março, preço médio de passagem aérea no Brasil atinge maior valor em dez anos

Por redação

Em março deste ano, o preço médio das passagens aéreas no Brasil atingiu o maior valor desde dezembro de 2012. Dados levantados pela CNN mostram que, no terceiro mês de 2022, o dispêndio médio do ticket airado chegou a R$ 648,29, sendo superado unicamente pelo preço registrado há quase dez anos, de R$ 676,37.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), mais da metade dos custos do setor airado são em dólar e só o combustível de aviação representa murado de 30% desses gastos, fatores que podem explicar o aumento dos preços das passagens.

No atual cenário econômico, o dólar foi registrado supra dos R$ 5 durante todo o ano de 2021 e o menor valor médio mensal neste ano foi de R$ 4,76, em abril. Já o querosene de aviação (QAV) bateu preço médio recorde do litro no termo de maio de 2022, chegando a custar R$ 5,06 o litro, e acumula uma subida de 46,6% só neste ano.

No termo de 2012, o dólar para o mês estava cotado em R$ 2,07, maior valor para aquele ano. E nos últimos três meses de 2012, o preço do litro do QAV chegou a R$ 1,91, a maior cotação daquele ano.

O economista e professor da Instauração Getúlio Vargas (FGV), Alberto Ajzental, avalia que três principais fatores atuam na subida desses preços: o conflito na Ucrania, a subida dos juros no Estados Unidos e o cenário econômico registrado com a pandemia.

“A guerra na Ucrânia tirou a Rússia do mercado global de petróleo, o que aumentou muito o preço dessa commodity. E esse cenário não deve mudar muito até o termo deste ano. Outro ponto é que com a inflação global, os Estados Unidos estão atuando com subida de juros, o que vai encarecer o dólar. E por último, o cenário interno, de risco de furo do teto de gastos e déficit fiscal, tudo contribui para uma subida dos preços.”, pondera Ajzental.

Confirmando a subida de preços das passagens aéreas, dados do Índice de Preços ao Consumidor Espaçoso (IPCA), que são usados para medir a inflação do país, mostram que na divulgação de abril de 2022, o item ‘passagens aéreas’ registrou um aumento de 9,48% no preço, em relação a março do mesmo ano.

Nesta terça-feira (7), a Anac divulgou dados do aumento de preços do combustível de aviação e das passagens aéreas, que segundo a Sucursal, foi 21% maior no primeiro trimestre deste ano, na confrontação com o mesmo período de 2019.

Entretanto, para a Abear, apesar desse cenário de subida dos custos, o trajo de a tarifa aérea doméstica ter elevação subalterno ao do QAV e do dólar é um ponto positivo.

Segundo o presidente da Associação, Eduardo Sanovicz, “os dados da Anac mostram a eficiência e o esforço das empresas aéreas, que sempre buscam não repassar integralmente a subida dos custos para o consumidor, em meio a um cenário de disparada do Dispêndio Brasil e de inflação em subida.”

CNN Brasil

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