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Eleições 2022: Vamos fazer um debate para regular a mídia, diz Lula

Por redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tutelar nesta quarta-feira (8) a urgência de uma regulação na mídia no Brasil por meio de um processo que envolva debates com empresas privadas, jornalistas e setores da sociedade.

“Nós precisamos portanto ter consciência de que nós precisamos regular. Mas quem vai regular? É o povo. Não vai ser eu que vai regular. Isso vai ter que ser um debate que você vai participar, que vai participar os caras da Mundo, os caras da Record. Nós não queremos uma regulação que interessa ao presidente. A regulação tem que interessar à sociedade brasileira”, afirmou em entrevista à rádio Itatiaia Vale do Aço, de Minas Gerais.

O governo Lula chegou a preparar, no final do segundo procuração, uma proposta de regulação da mídia, que foi entregue a sua sucessora, Dilma Rousseff, mas acabou engavetada sem ser discutida no Congresso. Em maio, especialistas ouvidos pela CNN apontaram o temor de increpação com a proposta dos governos petistas.

Durante a entrevista desta quarta-feira, o ex-presidente negou que uma regulação em seu eventual governo possa resultar em increpação.

“Quando as pessoas falam de increpação, se tem um rostro que pode mostrar o quanto foi censurado neste país sou eu. Logo, é preciso parar com essa bobagem. Ninguém quer increpação. O que a gente quer é que os meios de informação sejam efetivamente democratizados”, disse.

O petista defendeu que as empresas de mídia ouçam “a oposição” e que tenham sempre o “outro lado falando”. “Não pode ser um meio de informação que fala só um lado. Você não pode permitir que a internet, que essa prensa digitalizada, que é uma coisa novidade, fantástica, não pode permitir que ela se transforme numa base de construção de mentiras. Isso não faz muito para a sociedade”, afirmou.

Lula também disse não querer ser “manipulado por um computador” e citou as redes sociais, que já vêm fazendo acordos com a Justiça Eleitoral para evitar a disseminação de desinformação durante as eleições de 2022.

“O possessor do Instagram não pode fazer o que ele quer. Ele não pode ser um retransmissor de mentiras porque ele quer lucrar verba. Não senhor. Ele tem que levar em conta a cultura de cada país, tem que respeitar as leis do país, e não pode permitir que mentiras, inverdades, grosserias, ofensas, façam secção da cultura brasileira. É isso que tem que ser regulado”, defendeu.

Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

*Publicado por Estêvão Bertoni, com informações de Carolina Ferraz, da CNN

CNN Brasil

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