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Eleições 2022: Privatização da Petrobras “dificilmente vai para frente”, diz Bolsonaro

Por redação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (6) que uma privatização da Petrobras é “muito difícil” de sobrevir e “dificilmente vai para frente”, embora o governo federalista apoie a medida e tenha oferecido, segundo ele, o pontapé inicial para o processo de desestatização da petrolífera.

Ele voltou ainda a estrebuchar os lucros obtidos pela empresa. “Uma privatização da Petrobras é muito difícil. Eu conversei com o ministro de Minas e Pujança, ele tem essa intenção, deu o pontapé inicial, mas dificilmente vai para frente isso. Correndo tudo patente levaria uns quatro anos”, afirmou em entrevista ao via Agro+.

Bolsonaro se referia a uma enunciação do novo ministro de Minas Pujança, Adolfo Sachsida, que em maio, ao assumir o missão, afirmou que pediria ao ministro Paulo Guedes (Economia) a inclusão do tema no Programa Pátrio de Desestatização, porquê primeira medida de sua gestão. Sachsida também prometeu estudos para a privatização da empresa.

Segundo o presidente, um processo do tipo tem que ser “modulado”. “Não pode simplesmente quem remunerar mais vai levar. Você hoje em dia tem o monopólio estatal cá dentro e ia ter um outro monopólio privado aí fora”, disse.

Bolsonaro criticou a política de paridade internacional, responsável pela variação no preço dos combustíveis de conformidade com o valor do dólar e implementada em 2016.

“A Petrobras tem sua função social prevista na Constituição. Por que não vai pra frente isso [privatização]? Porque aquilo [Petrobras] funciona em secção porquê se fosse uma caixa-preta, que nós temos que resolver esse tema. Não é fácil se você lutar contra esses oligopólios, monopólios e com uma empresa estatizada que não deve satisfação para ninguém. Ela está refém dos [acionistas] minoritários”, disse.

O presidente disse ainda que a Petrobras tem “uma ganância enorme” e classificou seu lucro porquê “exagerado” ― em maio, a empresa declarou seu terceiro maior lucro trimestral da história, de R$ 44,5 bilhões.

“Você vê outras petrolíferas no mundo baixarem a margem de lucro para, exatamente, ajudarem os seus países. A Petrobras tem aumentado a margem de lucro por ocasião das crises e continua da mesma maneira. Estamos tentando mudar”, afirmou.

De conformidade com o presidente, o ministro Sachsida tem enfrentado dificuldades para fazer mudanças na Petrobras porque elas dependem de reuniões do juízo e de “burocracias enormes”. Ele afirmou não ter participação no aumento dos preços dos combustíveis e disse esperar que não haja novos reajustes até que as mudanças ocorram.

Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

(Publicado por Estêvão Bertoni)

CNN Brasil

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