É preciso reavaliar metas pela aceleração do aquecimento global, diz perito

Por redação

A novidade previsão de elevação da temperatura do planeta aumentou ainda mais urgência de ações urgentes, na avaliação do Instituto Brasílio de Proteção Ambiental (PROAM).

Nesta segunda-feira (9), o relatório anual da Organização Meteorológica Mundial alertou para a possibilidade de o mundo se tornar, em média, 1,5ºC mais quente entre 2022 e 2026. As chances, de convenção com a OMM, são de 50%. A verosimilhança era de 10% no período entre 2017 e 2022.

Em entrevista à CNN Rádio, Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasílio de Proteção Ambiental, sugeriu uma reavaliação das ações tomadas.

“É preciso que se tenha uma avaliação, se as medidas que vêm sendo tomadas devem ser aceleradas no sentido de reduzir as emissões de gás de uma forma precípuo para que se mantenha o limite de 1,5ºC.

Bocuhy alerta que a situação é extremamente preocupante e exige ações ainda mais urgentes no combate ao aquecimento global.

A avaliação é de que a adaptação da economia a um padrão menos poluente é obrigatória, uma vez que uma elevação superior a 1,5ºC na temperatura média do planeta inviabilizaria a produção de diversos ramos do agronegócio, por exemplo.

“Os efeitos do aquecimento global são tão perniciosos para a sociedade humana e para a economia do planeta, que vale a pena qualquer tipo de investimento para resolver isso”, avalia Bocuhy. “As empresas que não se adaptarem vão ter de parar suas produções no horizonte, até por medidas mais rígidas.”

Ainda de convenção com a OMM, há uma chance de 93% de que um dos anos entre 2022 e 2026 seja o mais quente que se tem registro.

O compromisso mundial estabelecido pelo Combinação de Paris procura impedir que o aquecimento do planeta supere 2ºC neste século.

CNN Brasil

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