Dólar ronda segurança enquanto mercado repercute ata do Copom

Por redação

O dólar caía 0,05%, cotado a R$ 5,153, por volta das 9h23 desta terça-feira (10), rondando a segurança e seguindo o desempenho ao volta do mundo depois uma sequência de altas nos últimos dias. Entretanto, a aversão a riscos nos mercados, com temores sobre uma possante desaceleração da economia global, ainda se mantém, o que favorece a moeda.

No Brasil, os investidores repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que a taxa Selic foi elevada a 12,75% ao ano. O texto trouxe poucas novidades sobre o ciclo de subida de juros, reforçando que a próxima reunião, em junho, deve ter uma novidade elevação, mas em magnitude menor.

Os integrantes do Copom reforçaram que podem rever a posição dependendo da situação da economia, citando incertezas e volatilidade altas atualmente, para prometer a ancoragem da inflação para 2023 na meta.

O foco do mercado nesta semana está na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI na {sigla} em inglês) dos Estados Unidos referente a abril, um indicador de inflação importante que deve dar mais pistas sobre os próximos passos do ciclo de subida de juros no país.

Já no Brasil, o evento mais relevante será a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Espaçoso (IPCA) de abril, a medida solene de inflação do Banco Mediano. Com o oferecido, o mercado espera ter mais perspicuidade sobre a próxima subida de juros já sinalizada pela autonomia, e se ela realmente encerrará o ciclo iniciado em 2021.

Tanto em relação ao oferecido brasílico quanto ao norte-americano, o mercado buscará sinais sobre um verosímil pico de inflação, o que facilitaria, no caso brasílico, o termo do ciclo de subida de juros com uma elevação menor em junho e, no dos Estados Unidos, altas menores nas próximas reuniões, impactando menos a atividade econômica.

O Banco Mediano fará neste pregão leilão de até 15 milénio contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2022.

Na segunda-feira (9), o dólar subiu 1,62%, cotado a R$ 5,155. Já o Ibovespa teve queda de 1,79%, aos 103.250,02 pontos, no menor patamar em quase 4 meses.

Pessimismo global

O instigador mais recente da aversão global a riscos foi a subida de juros nos Estados Unidos, anunciada pelo Federalista Reserve na quarta-feira (4). Apesar de descartar altas de 0,75 p.p. ou um risco de recessão, a autonomia sinalizou ao menos mais duas altas de 0,5 p.p.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua subida segurança, mas prejudica as bolsas ao volta do mundo, inclusive as norte-americanas.

Junto com uma série de elevações de juros pelo mundo, os lockdowns na China para tentar moderar a Covid-19 aumentam as projeções de uma possante desaceleração econômica, prejudicando os mercados.

O prolongamento das exportações chinesas desacelerou a um dígito, nível mais fraco em quase dois anos, enquanto as importações mal mudaram em abril, ampliando as preocupações econômicas.

Efeitos no real

Retornando aos R$ 5, o dólar reverteu segmento dos ganhos que o real obteve nos primeiros meses do ano devido a uma combinação de fatores que influenciaram no fluxo de compra e venda da moeda.

Ao CNN Brasil Business, especialistas associaram essa valorização recente a dois principais fatores: a perspectiva de altas maiores de juros nos Estados Unidos e os temores em relação aos lockdowns estabelecidos em uma série de cidades economicamente relevantes na China.

Os juros norte-americanos maiores tendem a atrair investimentos para o mercado de títulos do Tesouro do país, retirando capital de mercados considerados mais arriscados que o dos Estados Unidos, caso do Brasil.

Já as medidas de controle de disseminação da Covid-19 na China, que afetam cidades porquê Xangai e Pequim, tendem a reduzir a demanda da segunda maior economia do mundo por commodities, prejudicando seus principais fornecedores, entre eles o Brasil, e influenciando negativamente nos preços desses produtos.

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*Com informações da Reuters

CNN Brasil

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