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Doença de Lyme: entenda a quesito que afeta Justin Bieber

Por redação

A doença de Lyme é causada por uma bactéria, Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapatos do gênero Ixodes.

Embora os casos da doença estejam concentrados em certas áreas endêmicas, os focos da doença de Lyme encontram-se amplamente distribuídos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. No Brasil, os estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Setentrião e Amazonas têm relatado casos isolados, segundo o Ministério da Saúde.

Nesta semana, o cantor canadense Justin Bieber, 28, anunciou procrastinação de shows devido a condições de saúde. Em 2020, Bieber revelou que sofre da doença de Lyme. A cantora Avril Lavigne, 37, que também convive com a doença, revelou o diagnóstico em 2015.

Os sinais incluem pequenas lesões na pele de coloração avermelhada, no sítio da picada do carrapato, que podem aumentar de tamanho. O sinal é um importante marcador galeno para a suspeita diagnóstica e alerta à vigilância epidemiológica. À medida que a espaço se expande até 15cm (limites de 3 a 68cm), a lesão assume particularidade anelar, quente e raramente dolorosa.

A doença também pode levar a sintomas porquê mal-estar, febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, dores musculares, dor ler e inchaço dos gânglios linfáticos. Os sinais e sintomas podem persistir várias semanas, principalmente nos casos sem tratamento.

Riscos de complicações

As principais complicações da doença de Lyme são agravamentos neurológicos, cardíacos e articulares.

Indivíduos não tratados podem apresentar manifestações neurológicas (15% dos casos), tais porquê meningite asséptica, inflamação do cérebro (encefalite), coreia (movimentos involuntários repetitivos, breves e irregulares) e paralisia facial.

De entendimento com o Ministério da Saúde, tapume de 8% dos pacientes desenvolvem comprometimento cardíaco com arritmia cardíaca, inflamação do músculo do coração (miopericardite) e evidências de disfunção no bombeamento do sangue.

Depois semanas a dois anos do início da doença, tapume de 60% dos pacientes podem desenvolver artrite, em universal caracterizada por crises intermitentes de inchaço e dor nas articulações.

Transmissão e diagnóstico da doença

A doença de Lyme é transmitida a partir da picada das ninfas do carrapato, que ficam aderidas à pele em procura de sangue por 24 horas ou mais. A doença não é transmitida a partir do contato entre pessoas, sendo incomum a transmissão da mãe para o bebê durante a prenhez, segundo o Ministério da Saúde.

O período de incubação varia de 3 a 32 dias (em média, 7 a 14 dias) e vai desde a exposição ao carrapato até o surgimento da lesão na pele. Pacientes que não apresentam a lesão na pele na tempo inicial ainda podem manifestar o sintoma anos mais tarde.

O diagnóstico da doença de Lyme é realizado com base na identificação dos aspectos clínicos da doença em pacientes que relatam verosímil exposição à picada do carrapato associados aos testes laboratoriais.

A bactéria causadora da doença pode ser identificada a partir da estudo laboratorial realizada a partir da coleta de modelo da lesão na pele. Apesar de definitivo, o método não é tão preciso devido à dificuldade para identificação da bactéria nas amostras.

Testes de sorologia são os métodos mais utilizados para o diagnóstico. Em universal, os anticorpos específicos para a doença podem atingir o pico entre 3 e 6 semanas. A falta de padronização quanto às técnicas aumenta a cautela quanto à tradução dos testes. Pacientes que recebem tratamento precoce podem apresentar sorologia negativa, por exemplo.

Tratamento

Por ser uma doença causada por bactéria, o tratamento é realizado com o uso de antibióticos. De entendimento com o Ministério da Saúde, os medicamentos recomendados para o tratamento de adultos são doxiciclina e amoxicilina. Para crianças com menos de 9 anos, deve ser utilizada a amoxicilina.

Em pacientes com manifestações neurológicas, pode ser utilizada penicilina ou ceftriaxona. Para indivíduos alérgicos à penicilina, deve ser usada eritromicina.

Vigilância e controle da doença

Por ser uma doença rara em território brasílico, ela é caracterizada porquê detrimento inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória.

A vigilância epidemiológica tem por objetivo a detecção de casos suspeitos ou confirmados, visando o início precoce do tratamento para evitar complicações. O monitoramento também procura a identificação de focos, por meio da investigação, para que sejam realizadas medidas de ensino em saúde para reduzir os riscos de novas infecções.

Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de investigação epidemiológica incluem a procura ativa de casos e verificação da extensão da espaço onde os carrapatos transmissores estão presentes.

O controle da doença também considera ações de ensino em saúde sobre o ciclo de transmissão, com orientações para moradores e trabalhadores de áreas afetadas para as medidas de prevenção.

Prevenção

Os cuidados incluem a utilização de roupas claras, de mangas compridas, uso de repelentes nas partes descobertas da pele e nas bordas das roupas. Além da reparo frequente da pele, em procura da presença dos carrapatos.

A retirada dos carrapatos deve ser feita com as mãos protegidas (luvas ou sacos plásticos) e uso de pinças de maneira suave. Deve-se evitar que o carrapato seja esmagado ou que secção dele permaneça aderida à pele. O ministério não recomenda isolamento dos pacientes.

CNN Brasil

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