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Desaparecidos na Amazônia: o que já se sabe sobre o caso

Por redação

No último domingo (5), o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, correspondente do jornal “The Guardian”, foram reportados uma vez que desaparecidos no Vale do Javari, no Amazonas. Até logo, houve pouca evolução no explicação do caso. Cinco pessoas que tiveram contato com os desaparecidos foram interrogadas pela Polícia Social e liberadas em seguida, sendo quatro na exigência de testemunhas e uma considerada suspeita.

Segundo a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Phillips seguia para uma localidade chamada Lago do Jaburu para entrevistar indígenas, escoltado do brasílio.

Uma nota divulgada pela Univaja, assinada também por outras associações representantes de povos indígenas, informou que a dupla desapareceu no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Setentrião (AM).

De consonância com as entidades, o indigenista é cândido de ameaças de madeireiros e garimpeiros que tentam invadir terras indígenas na região. Bruno Pereira é tido uma vez que experiente e profundo sabedor da região, já que foi coordenador regional da Instalação Vernáculo do Índio (Funai) de Atalaia do Setentrião por anos.

“Os dois desaparecidos viajavam com uma embarcação novidade, 40 HP, com 70 litros de gasolina, o suficiente para a viagem, e sete tambores vazios de combustível. Enfatizamos que na semana do desaparecimento, conforme relatos dos colaboradores da Univaja, a equipe recebeu ameaças em campo. A ameaço não foi a primeira: outras já vinham sendo feitas a demais membros da equipe técnica da Univaja, além de outros relatos já oficializados para a Policia Federalista, Ministério Público Federalista em Tabatinga, ao Recomendação Vernáculo de Direitos Humanos e ao Indigenous Peoples Rights International”, afirmou a associação.

Equipes da Funai, da Força Vernáculo e da Polícia Federalista estão envolvidas nas buscas dos desaparecidos, embora a Univaja tenha cobrado, nesta terça-feira (7), celeridades nas investigações. 

“Com exceção de seis policiais militares e uma equipe da Funai, que iniciaram as buscas ainda ontem [segunda, dia 6] junto com a equipe da Univaja, as informações acerca do cenário das buscas revelam preterição dos órgãos federais de proteção e segurança, assim uma vez que das Forças Armadas”, diz a nota divulgada na terça pelo grupo.

Investigação

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou, na noite desta terça-feira, que segue com as investigações sobre o desaparecimento do indigenista e do jornalista.

Segundo o representante da 50ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), Alex Perez, foi instaurado um interrogatório policial e, até a noite desta terça, cinco pessoas foram ouvidas, sendo quatro na exigência de testemunhas e outra uma vez que suspeita.

“A SSP-AM reforça que, até o momento, ainda não há confirmação de pessoas presas por envolvimento no caso.”

Operação de buscas

A Funai informou na terça-feira que 15 servidores do órgão e da Força Vernáculo de Segurança Pública estão na região para buscas de informações e pistas dos desaparecidos.

São quatro embarcações em deslocamento na dimensão, uma partindo da Base de Proteção Etnoambiental (Bape) Itui-Itaquaí, duas saindo de Atalaia do Setentrião e uma embarcação saindo da Bape Quixito para percorrer o trajeto do rio Quixito, reforçando os trabalhos nas áreas de procura.

Em nota, a Polícia Federalista informa que, em reforço à equipe de buscas “foi enviada mais uma aeroplano com policiais federais e integrantes do tropa à região compreendida entre a frente de proteção etnoambiental itui-itauqai e o município de Atalaia do Setentrião (AM), região noroeste do Amazonas”.

O Comando Militar da Amazônia (CMA) afirmou que tem realizado ações emergenciais e humanitárias nas buscas pela dupla.

“A 16º Brigada de Infantaria de Selva tem transportado as operações de Procura e Salvamento com, aproximadamente, 150 militares especialistas em operações em envolvente de selva que conhecem o terreno onde se desenvolvem as buscas. O 4º Batalhão de Aviação do Tropa (4º BAvEx) somará a nascente esforço a capacidade aeromóvel, apoiando o deslocamento de agentes da Polícia Federalista e agregando mobilidade às equipes interagências na dimensão de operações por meio de um helicóptero.”

Leia aquém a nota do Itamaraty sobre o desaparecimento

“Desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips na Amazônia

O Governo brasílio tomou conhecimento, com grande preocupação, da notícia de que o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira estão desaparecidos na região do Vale do Javari, na Amazônia.

Mobilizado desde logo, o Departamento de Polícia Federalista (PF) está atuando naquela região e tomando todas as providências para localizá-los o mais rápido verosímil. A PF fez repetidas incursões e tem relatado com o escora da Marinha do Brasil, que se somou aos esforços nos trabalhos de buscas de ambos os cidadãos.

O Governo brasílio seguirá acompanhando as buscas com o zelo que o caso demanda e envidando os esforços necessários para encontrar prontamente o profissional da prelo britânica e o servidor da Instalação Vernáculo do Índio.

Na hipótese de o desaparecimento ter sido causado por atividade criminosa, todas as providências serão tomadas para levar os perpetradores à Justiça.

Os familiares e colegas de trabalho dos desaparecidos serão mantidos a par do progresso das buscas.”

Nota da Polícia Federalista

“A Polícia Federalista informa que desde que tomou conhecimento do desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira, da Instalação Vernáculo do Índio (Funai), e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, vem realizando medidas investigativas e de perceptibilidade policial visando o explicação dos fatos e a solução do caso.

Na data de ontem, 06/06/2022, com o escora da Marinha, foram realizadas incursões na calha do Rio Itaquaí, mais precisamente no trecho percebido entre a frente de proteção etnoambiental itui-itauqai e o município de Atalaia do Setentrião/AM, região noroeste do Amazonas.

Das diligências efetuadas foi verosímil identificar 02 (duas) pessoas que tiveram contato com os desaparecidos, as quais foram encaminhadas à Polícia Social de Atalaia do Setentrião para prestar esclarecimentos. Porém, nenhuma delas foi presa.

No início da manhã de hoje, 07/06/2022, as buscas foram retomadas pela Marinha e a Polícia Federalista, com novas incursões no rio e com o escora de helicóptero sobrevoando a região.

Com a evolução do caso novas informações serão divulgadas.”

*Com informações de Vianey Bentes, André Rosa e Carolina Farias

CNN Brasil

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