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Decisão do STJ sobre planos de saúde prejudica o consumidor e o SUS, diz legista

Por redação

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que muda o entendimento da cobertura obrigatória de procedimentos para os planos de saúde é “ruim”, na avaliação do legista e pesquisador do programa de Saúde do IDEC, Matheus Falcão.

O julgamento definiu que as operadoras não são obrigadas a arcar com tratamentos fora do rol pré-estabelecido.

Segundo o legista, o entendimento “prejudica consumidores e o sistema público de saúde”, já que “provavelmente o paciente vai ter dificuldade de acessar os tratamentos e possivelmente vai recorrer ao SUS e sobrecarregá-lo ainda mais.”

“É prejudicial para a sociedade uma vez que um todo”, definiu.

Ou por outra, a mudança de regras – que já estavam em vigor há quase 20 anos – gera “instabilidade jurídica”: “O STJ decidiu exceções, mas é difícil, antes havia entendimento mais pacífico de que o consumidor teria chegada, as coisas ficam mais nebulosas e aumenta a judicialização.”

O pesquisador destaca que, no entendimento dele, não havia urgência para essa decisão: “Não vemos motivação econômica, a versão estava vigente há quase duas décadas sem grandes problemas para operadores e consumidores, não há motivação social e econômica que a justifique”.

Matheus Falcão reforçou que não há a menor expectativa de que a decisão do STJ faça com que as mensalidades das operadoras de saúde tenham redução de preço.

*Com produção de Isabel Campos

CNN Brasil

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