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Das estreantes na Bolsa desde 2017, 80% estão com ações no vermelho

Por redação

Ao longo dos últimos cinco anos, murado de 80 empresas abriram o capital na Bolsa brasileira, a B3 – todas vendendo aos potenciais acionistas projeções de robusto desenvolvimento.

No entanto, olhando a trajetória da maior secção dessas companhias desde o início de suas negociações, 8 em cada 10 valem atualmente menos do que na estação de seu IPO (oferta inicial de ações, na {sigla} em inglês).

Ou seja, em 80% dos casos, quem comprou papéis na estreia desses negócios ficaria no prejuízo se decidisse vender hoje. Os dados são de um levantamento feito pela Economática/TC a pedido do Estadão.

Apesar de o Brasil ter visto um cenário recente de subida nos juros, que incentiva a transmigração do investidor para a renda fixa, a queda das “novatas” na B3 não reflete um cenário de crise para o sistema financeiro uma vez que um todo. Isso porque, nos últimos cinco anos, o índice Ibovespa, referência para o mercado brasílico, subiu mais de 70%.

Outro levantamento, feito pelo Estadão, mostra que, além de operar no vermelho, algumas dessas empresas perderam tanto valor de mercado que nem sequer valem o montante captado no momento do IPO.

Nessa lista estão, por exemplo, o braço brasílico da varejista C&A, hoje avaliada em R$ 980 milhões (menos da metade do totalidade arrecadado na estreia na B3), e a rede de farmácias D-1000, que hoje vale menos de R$ 200 milhões (no IPO, havia captado R$ 400 milhões).

O descompasso entre a euforia dos investidores na estreia de um negócio e a veras atual fica ainda mais clara no caso da rede de depilação Espaçolaser. A companhia levantou zero menos do que R$ 2,6 bilhões em sua oferta inicial, mas hoje seu valor de mercado é equivalente a menos de um terço disso (murado de R$ 750 milhões).

TOMBO

Em alguns casos, quase todo o valor do negócio se esvaiu. Empresas uma vez que Getninjas, Westwing, Mobly e Enjoei, que abriram capital há pouco mais de um ano, registram quedas de mais de 80%. O Nubank, maior banco do dedo do mundo, que realizou um dos IPOs mais disputados da última dez (na Bolsa brasileira e na de Novidade York), perdeu murado de 60% desde dezembro.

Fundador e presidente da Getninjas, Eduardo L’Hotelier diz que a empresa está confortável no momento com seu potente caixa oriundo do IPO e que, ao contrário de outras startups, ainda tem feito algumas contratações. “Porquê empreendedor, a queda das ações dói, mas a empresa está em sua melhor período e o negócio está evoluindo”, comenta.

A C&A, em nota, disse que “segue positivo no seu projecto de investimentos e geração de resultados positivos ao longo do ano”. Frisou que, desde sua oferta inicial de ações, abriu mais de 50 lojas. Já o Espaçolaser destacou que o projecto de desenvolvimento apresentado aos investidores no IPO segue o mesmo. “A companhia continua com a estratégia de desenvolvimento saudável”, diz. As demais empresas citadas não comentaram.

NO VERMELHO

Das 45 empresas que estrearam na Bolsa em 2021, somente 9 estão no azul – a maior secção do setor de commodities, que estão em subida pelo “fator guerra da Ucrânia“, que elevou os preços dos insumos, diz a sócia e exegeta de ações da lar de estudo Nord, Danielle Lopes.

O desânimo com os resultados desses negócios depois a exórdio de capital deve deixar o mercado paralisado por qualquer tempo. “Não acho que veremos outros IPOs neste ano”, afirma Danielle.

Aliás, o “dispêndio” do risco de ir à Bolsa é cima para o investidor neste momento. “O cômputo do mercado é se vale a pena investir em renda fixa ou renda variável. A inflação e a subida dos juros fazem com que a renda fixa se torne mais atrativa, uma vez que os fundamentos da economia se encontram tão incertos sobre o desfecho da pandemia”, destacam os analistas da corretora Terreno, Eliz Sapucaia e Régis Chinchila.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CNN Brasil

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