Criptomoedas em queda: bitcoin chega ao menor preço desde dezembro de 2020

Por redação

O bitcoin opera em queda desde o início de maio  – acompanhando as baixas das ações de tecnologia, nos Estados Unidos – os setores são prejudicados pela subida da taxa de juros norte-americana. E, na última semana, a cotação da moeda piorou posteriormente a divulgação de dados sobre a economia chinesa.

Por volta das 10h, horário de Brasília, a cotação da moeda do dedo ficou em US$ 29.367 – o menor valor em quase 17 meses. O preço é o mais grave desde 30 de dezembro de 2020 (US$ 29.001), e está distante das máximas atingidas em novembro do ano pretérito, quando a criptomoeda ultrapassou os US$ 60 milénio.

Porém, por volta das 16h, a moeda do dedo era cotada a US$ 29.855, uma ligeiro valorização se comparado com o preço da manhã, de 1,16%.

Segundo o técnico em investimentos Fabio Louzada, o cenário é de aversão ao risco, com três fatores sendo determinantes para as quedas no preço do ativo: inflação nos EUA; guerra entre Rússia e Ucrânia e lockdown na China.

A guerra na Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia afetam a masmorra de suprimentos, fazendo com que os produtos fiquem mais caros. Essa inflação impacta especificamente os Estados Unidos, que tomou medidas combativas refletidas no aumento dos juros, o que deixa ativos mais voláteis, uma vez que as criptos, um investimento mais aventuroso.

Em 4 de maio, o Federalista Reserve (banco meão dos Estados Unidos) elevou a taxa de juros do país em 0,5 ponto percentual, a maior subida em mais de 22 anos. Com isso, ela passou a ser de 0,75% a 1% ao ano. No mesmo dia, o Copom (Comitê de Política Monetária) subiu a taxa Selic para 12,75% ao ano.

Já o resultado da balança mercantil chinesa de abril reforçou temores de uma poderoso desaceleração da economia global e, por consequência, gerou uma aversão a riscos, o que prejudica ativos considerados mais arriscados, caso das criptomoedas, e favorece outros vistos uma vez que mais seguros, uma vez que o dólar – as exportações do país atingiram os menores níveis em dois anos.

Mais motivos

Ao mesmo tempo, Matt Dibb, diretor de operações da plataforma de criptomoedas Stack Funds, afirma que outros fatores para o declínio na cotação na última semana – bitcoin fechou na sexta-feira (6) em torno de US$ 36 milénio – foram a baixa liquidez do mercado de criptomoedas e também temores de curta duração de que a stablecoin algorítmica chamada Terreno USD poderia deixar de ser atrelada ao dólar.

A UST é observada de perto pela comunidade de moedas digitais, tanto por justificação da novidade maneira pela qual mantém sua indexação ao dólar 1:1, quanto porque seus criadores estabeleceram planos para montar uma suplente de US$ 10 bilhões em bitcoins para concordar a stablecoin, o que significa que a volatilidade na UST poderia potencialmente se espalhar para os mercados de bitcoin.

“Acho [ainda] que tudo dentro da criptomoeda [bitcoin] ainda é classificado uma vez que um ativo de risco e, semelhante ao que vimos com o Nasdaq, a maioria das criptomoedas está sendo atacada”, disse Dibb.

O índice Nasdaq caiu 1,5% na semana passada e perdeu mais de 22% no aglomerado do ano, prejudicado pela perspectiva de inflação persistente forçando o Federalista Reserve a aumentar juros. O Nasdaq recuava 2,75% perto do fechamento da sessão desta quarta-feira (11)

*Com informações de Sofia Kercher e João Malar, do CNN Brasil Business, e da Reuters

CNN Brasil

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