Cresce percepção dos eleitores de que preços “aumentaram muito”, segundo pesquisa

Por redação

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (13) mostra que a percepção dos eleitores de que a inflação e os preços dos produtos “aumentaram muito” nos últimos meses no país subiu quatro pontos em relação ao levantamento anterior, divulgado em 6 de maio.

A proporção de eleitores que diziam ter essa percepção aumentou de 73%, na primeira semana de maio, para 77% na pesquisa divulgada nesta sexta. Outros 21% dos entrevistados disseram que os preços aumentaram.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02603/2022, ouviu por telefone 1.000 pessoas em todo o país, entre 9 e 11 de maio.

A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo dados divulgados na quarta-feira (11) pelo Instituto Brasílio de Geografia e Estatística (IBGE), vitualhas uma vez que leite, batata e tomate subiram mais de 10% em abril. No aglomerado de 12 meses, o tomate já subiu 103,26%, e a cenoura, 178,02%.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira, o diretor do Ipespe, Antonio Lavareda, afirmou que o sentimento preponderante das eleições deste ano será a “angústia” e a “impaciência” com a economia.

“A questão da inflação é associada sempre ao governo. É posta sob o guarda-chuva, o véu da responsabilidade dos governos. Isso ocorre em todo o mundo”, disse.

Segundo o pesquisador político, o tema também interferiu em eleições recentes na Turquia e no Reino Uno e é uma preocupação eleitoral nos Estados Unidos.

“A inflação é o principal flagelo que assusta os democratas norte-americanos. Eles já estão antevendo um desempenho desastroso nas eleições intermediárias”, afirmou.

A pesquisa XP/Ipespe também mostra que 41% dos entrevistados dizem confiar que a inflação e preços dos produtos vão aumentar nos próximos meses ― outros 22% afirmam que os preços vão aumentar muito, 22% que ficarão iguais, e 10% que vão diminuir.

Para 62%, a economia brasileira está no caminho inverídico.

Em relação a quem diz confiar que está no caminho visível, o número chegou a 33%, seis pontos a mais desde o levantamento de março. Tapume de metade dos eleitores (49%) fizeram menções à agenda econômica (uma vez que inflação, desemprego, miséria, miséria e salário), quando perguntados sobre quais os temas mais importantes para serem tratados pelo próximo presidente.Inflação e dispêndio de vida foram citados por 26% dos entrevistados e se tornou o matéria que mais preocupa os eleitores.

O tema subiu oito pontos desde o final de 2021, ultrapassando a ensino.

CNN Brasil

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