Comsefaz quer aprofundar debate sobre ICMS único do diesel

Por redação

O Comitê Pátrio de Secretários da Quinta dos Estados e Região Federalista (Comsefaz) informou que se reuniu, neste sábado (14), para dialogar sobre a liminar concedida na última sexta-feira (13) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que acatou uma ação em que o governo federalista pede a suspensão da forma uma vez que os estados aplicaram a alíquota única do ICMS do óleo diesel. A reunião foi virtual e fechada à prelo.

Em nota, o órgão diz que os secretários estaduais de Quinta entendem que o debate deve ser aprofundando, envolvendo os procuradores-gerais dos Estados e do Região Federalista, “de forma a encontrar a melhor solução, ou seja a que de veste esteja em concordância com as diretrizes constitucionais, respeitando a autonomia dos Estados e contribuindo para o controle dos preços dos combustíveis, o maior estertor da população brasileira”.

Uma lei aprovada pelo Congresso Pátrio e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em março definiu que deveria possuir uma alíquota única do ICMS sobre o diesel em todo o Brasil.

Os secretários estaduais de Quinta, ao regulamentar a medida, fixaram um valor único do ICMS a ser cobrado no preço final do combustível, uma vez que manda a lei, mas permitiram descontos, o que na prática possibilitou a cada Estado manter a mesma alíquota que aplicava anteriormente. O valor estabelecido na ocasião foi de R$ 1,006 por litro de óleo diesel S10, o mais usado no País.

“Entendo-o configurado diante da proximidade de vigência do novo padrão, considerando ainda que a dificuldade e relevância da questão justifica a urgência para que, a partir de tal decisão, se dê início inesperado à construção de uma solução efetiva, perene e consentânea com os parâmetros constitucionais reguladores da material”, escreveu o ministro na decisão, comemorada por Bolsonaro durante evento em Campos do Jordão (SP) ainda ontem. Bolsonaro disse que teve ajuda do “papai do firmamento” para que a ação fosse julgada por Mendonça, indicado por ele para o Supremo.

Mendonça deu prazo de cinco dias para que Câmara, Senado e o Juízo Pátrio de Política Fazendária (Confaz) se manifestem sobre o tema. Em seguida, a Procuradoria-Universal da República (PGR) e a Advocacia-Universal da União (AGU) terão prazo semelhante.

Segundo a ação apresentada pelo governo ao Supremo, há “persistência da prática de alíquotas assimétricas”, o que, argumenta a AGU, “onera significativamente os contribuintes, que já se encontram pesadamente impactados pela variação drástica do preço dos combustíveis na atual lance”.

CNN Brasil

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