Com paridade, diesel vinco de preço em cinco anos e chega a R$ 6,63

Por redação

Em pouco mais de cinco anos, o preço do litro do diesel generalidade subiu tapume de 121,73%, segundo dados da Sucursal Pátrio de Petróleo, Gás Originário e Biocombustíveis (ANP).

Em novembro de 2016, um mês em seguida a Petrobras adotar o preço de paridade de importação (PPI) para o combustível, o valor médio para o consumidor era de R$ 2,993. Agora, segundo o último levantamento de preços da ANP, chegou a R$ 6,630, um aumento de R$ 3,637.

Um operação do professor e economista da Instauração Getúlio Vargas (FGV) Mauro Rochlin aponta que, neste mesmo período, a inflação foi de 32,88%. Ou seja, ainda que revisto, o preço do diesel teve um prolongamento de 68%.

Segundo o economista, se o valor do combustível fosse reajustado somente pela inflação, ele custaria hoje, em média, R$ 3,97 nos postos.

Mesmo com os efeitos da paridade para os brasileiros, para Rochlin, a adoção da política é importante para a posição da Petrobras diante do mercado e de futuros investimentos.

Neste caso, de tratado com o economista, algumas opções para frear o impacto no bolso do consumidor seriam o subvenção direto por segmento do governo ou a utilização dos dividendos da própria empresa para quitar essa diferença.

“Eu acredito que a melhor política é deixar o mercado funcionar e subsidiar programas para a população de baixa renda. O melhor é o Estado mirar em quem de indumentária precisa, porquê subvenção para o gás de cozinha, por exemplo”, defende.

No entanto, outra questão apontada pelo economista é uma distorção que uma provável medida de subvenção do diesel poderia gerar no mercado. “Subsidiando o diesel, você está indiretamente desestimulando um mercado de vontade limpa, por exemplo. E esse tipo de favor de forma indiscriminada acaba favorecendo quem não precisa”, afirma.

O PPI para o diesel foi adotado pela Petrobras em outubro de 2016. À idade, a empresa divulgou que “a decisão do comitê executivo levou em conta o crescente volume de importações, o que reduz a participação da Petrobras, e também a sazonalidade do mercado mundial de petróleo.”

De tratado com o transmitido da empresa em 2016, um aumento das importações vinha sendo observado, principalmente no caso do diesel, em que a ingressão de produtos já correspondia por 14% da demanda do país. No caso da gasolina, as importações haviam desenvolvido 28% ao mês, entre março e setembro de 2016.

Dados do Relatório de produção e vendas da Petrobras, referente ao primeiro trimestre de 2022, mostra que a empresa importou 10,4% de todo o volume de diesel que vendeu para o mercado interno.

Segundo a Petrobras, a empresa vendeu 716 milénio barris por dia (Mbpd) do combustível para o mercado interno, enquanto a importação foi de 75 Mbpd.

Logo da Petrobras na sede da empresa no Rio de Janeiro / 16/10/2019 REUTERS/Sergio Moraes

Em tendência de subida ao longo dos últimos anos, o preço do diesel justificação impacto de forma direta e indireta no dispêndio de grande segmento dos produtos comercializados no mercado interno. Foi o que explicou à CNN o economista da FGV Joelson Sampaio.

Para Sampaio, o diesel, combustível usado principalmente por caminhoneiros, pode ser considerado um dos “pilares da economia brasileira”, em função da submissão do país no modal rodoviário e, consequentemente, do transporte terrestre.

Além da paridade, ele aponta a subida inflação porquê responsável pela escalada no preço do combustível.

“Podemos declarar que grande segmento dos produtos brasileiros são distribuídos por rodovias, é o nosso principal modal interno. E com o preço do diesel cada vez mais cocuruto, o valor do frete fica cada vez mais dispendioso, logicamente encarecendo os produtos para o consumidor final, os brasileiros”, ressaltou.

À CNN, o presidente da Associação Pátrio de Transporte do Brasil (ANTB), José Roberto, defendeu que a atual política de precificação utilizada pela Petrobras precisa ser revista. De tratado com ele, a categoria já alerta há anos sobre a urgência de mudanças para outro formato econômico.

“Enquanto o preço do combustível brasílio estiver desempenado à paridade internacional, não vamos mudar esse cenário. A categoria está alertando há anos. Esse cenário não é novidade para os caminhoneiros, estamos percebendo esses aumentos consecutivos há muito tempo. Os reajustes são constantes e a paridade precisa ser revista de forma imediata”, argumentou o presidente da ANTB.

Em maio de 2018, uma greve de caminhoneiros durou dez dias e paralisou serviços porquê fornecimento de combustíveis e distribuição de provisões e insumos médicos.

A categoria iniciou a paralisação para exigir uma redução nos preços do óleo diesel, que subiram mais de 50% em 12 meses. À idade, a pressão fez com que o governo federalista subsidiasse uma redução de R$ 0,46 no litro do diesel, por 60 dias.

Na avaliação de Rodrigo Leão, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Originário e Biocombustíveis (Ineep), o PPI se mostrou ineficiente para o que foi proposto inicialmente, porquê o aumento da competitividade do mercado de petróleo e evitar o desabastecimento.

“Essa medida não é adotada de maneira generalizada, há um conjunto de outras providências que são adotadas sobre preço em outros países a depender de variáveis, porquê câmbio, capacidade de refino, de porquê conduzir a política de preços. Em relação ao PPI, quem adota são países e empresas que têm uma estrutura de mercado completamente dissemelhante do mercado brasílio”, afirma Leão.

O profissional defende uma discussão sobre a política de paridade em si, já que, para ele, é necessário entender a dificuldade da ergástulo de petróleo e da própria Petrobras.

“Acho que tem muita tentativa de simplificar um debate que é muito multíplice, têm muitas nuances. A indústria de petróleo é muito diversificada. Outras medidas podem ser adotadas, pesquisas internacionais mostram isso, o próprio governo Temer, em 2018, fez uma pronunciação durante meses para mourejar com a paralisação dos caminhoneiros”, pontua.

A CNN procurou a Petrobrás para falar sobre a política de paridade do combustível e aguarda retorno.

Resultados da Petrobras

Na semana passada, a Petrobras divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2022, que mostraram um lucro líquido de R$ 44,5 bilhões. Segundo a estatal, o bom resultado reflete a melhor eficiência operacional durante a extração de petróleo.

“Oriente resultado financeiro deve-se ao indumentária de termos agora uma Petrobras saneada, que reduziu os encargos com pagamento de dívida, investe com responsabilidade e opera com eficiência. Tudo isso gera desenvolvimento econômico em toda a ergástulo produtiva, gerando serviço, renda e arrecadação de tributos para o país”, destaca o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho

“Neste trimestre, pagamos para União, estados e municípios em tributos uma vez e meia o valor do nosso lucro líquido. A Petrobras está distribuindo os frutos de sua geração de valor para a população brasileira”, concluiu .

CNN Brasil

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