Campanha de Lula tenta deixar polêmicas e mirar núcleo, dizem membros da equipe

Por redação

A novidade coordenação da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a atuar nesta semana com o objetivo de priorizar um exposição de notícia mais ao núcleo por segmento do petista e distanciamento de falas mais à esquerda para atrair eleitores que tradicionalmente não votam no PT. É o que revelaram à CNN integrantes da equipe de campanha.

O “start” foi no lançamento da campanha no sábado, mas a teoria meão, a partir de agora, é invadir segmentos da sociedade com restrições ao petismo por meio da exploração de argumentos que apresentem dificuldades da população em universal com a chamada economia real. Por exemplo, inflação subida e desemprego.

Dessa forma, o PT pretende também fugir da lógica que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta trazer na campanha, de explorar uma agenda mais conservadora, uma vez que a tarifa de costumes. Na visão de petistas, isso acaba por manter seu eleitorado cativo e assustar possíveis votos que poderiam ir para Lula.

Assim, para atrair o agronegócio, por exemplo, tradicionalmente antipetista, a avaliação é de que é preciso muito mais trabalhar as dificuldades de financiamento do que o recta do setor se armar para proteger sua propriedade, teoria defendida por Bolsonaro.

A cúpula da campanha de Lula entende que o núcleo de sisudez da campanha deverá ser a economia e, depois o lançamento da pré-campanha e reorganização da notícia da campanha, pretende prosseguir nas redes sociais com esse exposição de conquista do núcleo. Uma das ações planejadas é fazer recortes das falas de Lula nesse sentido durante suas viagens e entrevistas e explorá-las nas redes sociais.

Pretende, logo, vender a teoria de que um novo governo Lula será de núcleo, no supremo de centro-esquerda, de modo a fazer com que setores avessos ao petismo, mas que se incomodam com o governo Bolsonaro, se sintam representados.

Dessa maneira, tem-se mencionado a campanha que Tancredo Neves fez ao Palácio do Planalto em 1984. Petistas dizem que ele não era o candidato ideal –o próprio PT se absteve da votação — mas era o candidato que conseguiu aglutinar diferentes grupos contrários ao candidato do regime militar, Paulo Maluf.

O próprio papel do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), já foi repensado. Petistas defendem que ele sirva uma vez que uma ponte ao núcleo e cumpra agendas nesse sentido, e não o contrário. Assim, a fala do ex-governador paulista em eventos das centrais no dia 14 de abril no qual gritou “viva os trabalhadores do Brasil” é tudo o que a novidade coordenação da campanha não quer. Alckmin já sabe disso, segundo aliados, e na próxima semana deverá iniciar a visitar cidades do interno paulista, onde o PT tem dificuldades.

Na semana passada, a CNN revelou que o ato de lançamento da pré-campanha vinha sendo considerado um divisor de águas no partido. Isso porque Lula vinha acumulando declarações consideradas, dentro e fora do partido, equivocadas. Segmento porque eram polêmicas (resguardo do monstruosidade, por exemplo), segmento porque não ajudavam a prosseguir ao núcleo político (uma vez que as críticas à classe média), segmento porque comprava brigas consideradas desnecessárias (caso das críticas a militares e a Arthur Lira).

Nesta semana, a campanha já vem se reestruturando. A coordenação da notícia, considerada frágil na primeira temporada da campanha sob o comando de Franklin Martins, foi alterada. Assumiram em coparceira o deputado federalista Rui Falcão e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, a quem o novo marqueteiro, Sidônio Palmeira, responderá.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

CNN Brasil

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