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Bolsonaro envia projeto que desobriga uso de recursos do pré-sal para saúde e instrução

Por redação

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Pátrio Projeto de Lei (PL) que autoriza a União a vender sua parcela do óleo do pré-sal de contratos de partilha geridos pela estatal PPSA e ainda desvincula as receitas que serão obtidas com a venda desses ativos do Fundo Social.

Criado em 2010, o Fundo Social é um fundo soberano, talhado a receber a parcela dos recursos do pré-sal que cabem ao governo federalista, porquê royalties e participações especiais.

O Congresso mudou a destinação dos recursos para vincular segmento dos recursos para saúde e instrução.

Ao justificar a desvinculação, o governo diz que não haverá “prejuízo” às áreas.

“Essa medida é importante porque, caso mantida essa vinculação, haveria ineficiência na gestão fiscal. Isso porque, oferecido o volume de recursos esperados, eles não teriam contrapartida de previsão de despesas no Orçamento. Porém, não haverá qualquer prejuízo à realização das políticas públicas abrangidas pelo Fundo Social, uma vez que os recursos serão alocados normalmente no Orçamento Público conforme as prioridades definidas pelo Congresso Pátrio”, afirma a Secretaria-Universal da Presidência da República em enviado distribuído à prelo.

O Estadão/Broadcast havia informado o envio do projeto ao Congresso, formalizado em mensagem no Quotidiano Solene da União (DOU).

Pela publicação, o texto “autoriza a União a ceder, de forma integral, o recta à sua parcela do excedente em óleo proveniente de contratos de partilha de produção e de acordos de individualização da produção em áreas não contratadas na dimensão do pré-sal ou em áreas estratégicas”, que são comercializados pela Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), estatal incluída recentemente na carteira de estudos do governo para privatização.

Ao tutorar o projeto de lei, o governo diz que o padrão adotado até cá faz com que a União compartilhe com os parceiros privados os riscos associados à exploração do petróleo.

“Ou por outra, para comercializar o óleo de propriedade da União, a PPSA deve treinar atividades similares a de traders privados, o que demanda ações complexas a término de que a empresa estatal consiga maximizar as receitas da União”, afirma a Secretaria-Universal da Presidência da República.

“Com a venda dos direitos da União previstos nos contratos de partilha, a PPSA deixaria de integrar os atuais contratos, fazendo com que as decisões empresariais passassem a ser tomadas por entes totalmente privados. A medida possibilitaria, ainda, a redução da presença do Estado na economia, por meio da transferência onerosa de ativos da União ao setor privado, e a subtracção da participação federalista em vontade suja, com recursos que poderão contribuir para financiar uma agenda ambiental e socialmente responsável”, acrescenta.

CNN Brasil

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