Bitcoin pode marcar sequência recorde de baixas em seguida colapso de stablecoins

Por redação

As criptomoedas reduziam perdas nesta sexta-feira (13), com o bitcoin voltando a operar supra de US$ 30 milénio, mas ainda registrando uma sequência recorde de quedas em seguida o colapso da stablecoin TerraUSD, que abalou o mercados de criptomoedas.

Os ativos digitais sofreram uma potente sequência de perdas impulsionadas por aversão a risco de investidores preocupados com a subida da inflação e aumento de taxas de juros. A crédito no setor está partida, pois os tokens atrelados ao dólar também recuaram.

O bitcoin subia 5,5% às 12h22 (horário de Brasília), para US$ 30.464, encenando uma recuperação em relação à queda da véspera, quando chegou a operar no patamar de tapume de US$ 25.400.

A moeda, porém, segue muito aquém dos níveis da semana passada, de tapume de US$ 40 milénio. A menos que haja uma recuperação nas operações de término de semana, o bitcoin deve registrar uma sétima queda semanal consecutiva, um recorde.

“Acho que o pior não passou”, disse Scottie Siu, diretor de investimentos da Axion Global Asset Management, uma empresa de Hong Kong que administra um fundo de índice de criptomoedas.

“Acho que há mais quedas vindo nos próximos dias. Acredito que o que precisamos ver é um interesse maior no colapso, de modo que os especuladores vão realmente transpor. É aí que eu vejo que o mercado vai realmente se estabilizar”, acrescentou.

As ações relacionadas a criptomoedas caíram. Na Ásia, a Huobi, listada em Hong Kong, e a BC, que operam plataformas de negociação e outros serviços de moedas digitais, observaram quedas semanais de mais de 20%.

A vaga de venda cortou praticamente pela metade o valor do mercado global das criptomoedas desde novembro e a queda se transformou em pânico nas últimas sessões quando o impacto começou a ser sentido por stablecoins.

As stablecoins são tokens atrelados ao valor de ativos tradicionais, frequentemente o dólar norte-americano, e são o principal meio para se movimentar verba entre criptomoedas ou para se transformar saldos em carteiras em verba fiduciário.

Os mercados de criptomoedas foram abalados nesta semana pelo colapso da TerraUSD (UST), que caiu rompendo a paridade de 1:1 com o dólar.

O multíplice sistema de segurança da UST, que envolve o estabilidade da criptomoeda de livre flutuação Luna, parou de funcionar quando a Luna ficou sob pressão vendedora. A UST era negociada no início desta tarde a US$ 0,1941 segundo a CoinMarketCap. A Luna estava perto do zero.

Já a Tether, a maior stablecoin e descrita pelos desenvolvedores porquê atrelada a ativos em dólares, também enfrentava pressão e recuava a aquém de US$ 1, segundo a CoinMarketCap.

“Para estes tipos de stablecoins, o mercado precisa ter crédito de que o emissor detém ativos líquidos suficientes que precisarão ter para vender em momentos de estresse do mercado”, afirmaram analistas do Morgan Stanley.

A companhia que opera o Tether afirma que tem os ativos necessários na forma de títulos do Tesouro norte-americano, além de verba, títulos corporativos e outros produtos do mercado de capitais.

Mas a Tether provavelmente vai enfrentar novos testes de estresse se os operadores continuarem vendendo e analistas estão preocupados de que o movimento possa ser transmitido ao mercado de capitais se a pressão forçar mais liquidações.

A filial de classificação de risco Fitch disse em nota na quinta-feira que pode ter “repercussões negativas significativas” para criptomoedas e finanças digitais se os investidores perderem a crédito nas stablecoins.

“Muitas entidades reguladas do mercado financeiro aumentaram exposição a criptomoedas, finanças descentralizadas e outras formas de ativos digitais nos últimos meses e alguns grupos acompanhados pela Fitch podem ser afetados se a volatilidade do mercado de cripto se tornar grave.”

Mas a Fitch afirmou nesta semana que os vínculos fracos entre os mercados de criptomoedas e os mercados financeiros regulados limitarão o potencial da volatilidade do mercado de criptomoedas em promover uma instabilidade financeira mais ampla.

CNN Brasil

Compartilhe este conteúdo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Veja também