Amigos fazem vaquinha para ajudar jornalista a remunerar R$ 310 milénio a Gilmar Mendes

Por redação

Amigos do jornalista investigativo Rubens Valente começaram uma campanha para ajudá-lo a remunerar uma indenização de R$ 310 milénio ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Ele foi réprobo por publicar informações sobre o magistrado no livro “Operação Banqueiro”, de 2014.

A obra é focada na história de Daniel Dantas, banqueiro recluso em 2008 pela Polícia Federalista, mas libertado por ordem do portanto presidente do STF, Gilmar Mendes, com as provas das investigações anuladas.

Valente foi absolvido em 1° instância posteriormente processo do ministro, em 2015. Porém, Mendes recorreu da decisão no Tribunal de Justiça do Região Federalista e Territórios (TJDFT), que estipulou multa de R$ 30 milénio ao jornalista. Logo, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu proveito de razão ao magistrado, aumentou o valor da indenização e exigiu que, em eventuais reedições do livro, fosse incluída a petição inicial de Mendes e a sentença condenatória.

Em seguida, o Supremo confirmou a sentença contra o jornalista e editora.

Em fevereiro, Valente pagou R$ 143 milénio ao ministro, porém, posteriormente pedido de Gilmar Mendes ao judiciário, foi considerado “devedor solidário” da editora, o que significa que, caso a empresa não pague o montante que resta, ele quem deverá fazer o repositório. Em caso de não quitação da indenização, a pena é penhora e leilão de bens e bloqueio das contas bancárias, de entendimento com o jornalista.

O caso foi levado por ele à Percentagem Interamericana de Direitos Humanos, nos EUA, onde será representado por advogados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Midia Defence (uma ONG do Reino Uno) e a RFK Human Rights.

O que dizem as partes

À CNN, Valente afirmou que tem “fé, que foi confirmada pelo juiz de 1° instância que não cometi erro na confecção do livro e que não há dano à imagem do ministro”, adicionando que foi uma “narrativa simples e objetiva dos fatos”.

Ainda segundo o comunicante, o judiciário “nunca pegou seu testemunho” ou de testemunhas, além de não poder apresentar perícias sobre o livro.

Ele considerou ainda que a decisão pela inclusão de uma petição de Gilmar Mendes às próximas edições do livro é “um grave atentado à liberdade de frase”, classificando uma vez que uma “violência intelectual não ocorrida no Brasil”.

Conforme explicou, isto adicionaria tapume de 250 páginas ao livro, o “inviabilizando”.

Em publicação nas redes sociais, ele diz que foram arrecadados tapume de R$ 90 milénio reais com a vaquinha.

Procurado pela CNN, o ministro Gilmar Mendes afirmou que não comentará o caso.

CNN Brasil

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