91% da Grande Barreira de Corais sofre branqueamento devido a vaga de calor

Por redação

O aquecimento das águas causado pelas mudanças climáticas causou o branqueamento de corais em 91% dos recifes da Grande Barreira de Corais neste ano, de combinação com uma dependência do governo australiano.

Cientistas da Mando do Parque da Grande Barreira de Corais (GBRMPA, na {sigla} em inglês) confirmaram em março que esse é o sexto branqueamento em tamanho dos recifes registrado e o quarto desde 2016.

Mas o relatório divulgado na terça-feira (10), “Retrato do recife: verão 2021-22”, mostrou que quase todos os recifes de corais investigados ao longo do sistema de 2.300 quilômetros foram impactados por branqueamento.

Recifes de corais são alguns dos ecossistemas mais vibrantes na Terreno – entre um quarto e um terço de todas as espécies marinhas dependem deles em qualquer momento de seu ciclo de vida. Mas o rápido aquecimento do planeta devido às emissões humanas de gases de efeito estufa está causando temperaturas supra da média nas águas, levando a danos porquê o branqueamento em tamanho.

O branqueamento de corais tende a sobrevir quando a temperatura da chuva fica muito mais subida que o normal. Mas, pela primeira vez, esse branqueamento vem mesmo com o La Niña, um evento climatológico que é caracterizado pelas temperaturas mais baixas que o normal no Oceano Pacífico equatorial, disseram os cientistas da Mando.

O relatório investigou murado de 719 recifes, observando-os de um avião voando em baixa altitude durante a temporada do verão australiano de 2021-2022, e identificou que 654 recifes, 91%, “exibiram qualquer branqueamento”.

“As pesquisas confirmam um incidente de branqueamento em tamanho, com branqueamento de corais observados em múltiplos recifes em todas as regiões. Esse é o quarto incidente desde 2016, e o sexto a ocorrer na Barreira desde 1998”, disse a Mando do Parque da Grande Barreira de Corais sobre suas descobertas.

As águas da Grande Barreira de Corais começou a aquecer em dezembro de 2021, e excederam “máximas históricas de verão”. Elas foram atingidas por três ondas de calor durante o verão até o início de abril de 2022, o que aumentou o “estresse termal” nas áreas meão e setentrião do recife, de combinação com o relatório.

Corais sob estresse ejetam algas de seus tecidos, o que os priva de uma nascente de maná. Se as condições não melhorarem, os corais podem passar lazeira e morrer, tornando-se brancos enquanto seu esqueleto de carbono é exposto.

Mergulhador zero entre os corais na Grande Barreira de Corais / Glenn Nicholls/AFP/Getty Images

“Até os corais mais robustos exigem quase uma dez para se restabelecer”, disse Jodie Rummer, professora associada de biologia marinha na Universidade James Cook, em Townsville, à CNN em março.

“Portanto estamos perdendo essa janela de recuperação. Estamos vendo um incidente de branqueamento depois o outro, uma vaga de calor depois a outra. E os corais simplesmente não estão se adaptando às novas condições”, ela disse.

O relatório alertou que a crise climática continua sendo a maior prenúncio à Barreira, e que “eventos que causam distúrbio no recife estão se tornando mais frequentes”.

É o quarto evento de branqueamento em tamanho em seis anos e o primeiro desde 2020, quando murado de um quarto dos recifes inspecionados mostraram sinais de branqueamento severo. Esse evento ocorreu somente três anos depois incidentes seguidos de branqueamento em 2016 e 2017. Branqueamentos anteriores ocorreram em 1998 e 2002.

Imagem registrada em 2016 mostra o branqueamento de corais no Grande Recife, na Austrália / Kyodo News Stills via Getty Imag

Cientistas dizem que o tempo para que os recifes possam se restabelecer está acabando e que os governos precisam endereçar urgentemente a raíz do problema: a crise climática.

“Para dar uma chance ao nosso recife de lutar, precisamos mourejar com o problema número um: a mudança climática. Nenhum financiamento vai parar esses branqueamentos, a não ser que diminuamos nossas emissões nessa dez”, disse Amanda McKenzie, CEO do Juízo do Clima em março.

A Grande Barreira de Corais é um dos tesouros nacionais da Austrália, se alongando por 2.300 quilômetros de extensão na costa de Queensland, e atraindo murado de três milhões de turistas por ano antes da pandemia.

O governo da Austrália tem enfrentado pressão da UNESCO para provar que está fazendo o suficiente para salvar o recife, e foi comunicado por especialistas em clima global, entre outros, por não fazer o suficiente para realizar a transição de combustíveis fósseis para outros mais sustentáveis e diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

A publicação do relatório vem depois importantes cientistas chamarem a atenção da dependência para liberar suas descobertas antes das eleições federais em 21 de maio.

CNN Brasil

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