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Mitos e verdades da radiologia

Saiba o que é verdade ou não sobre os exames radiológicos como raio-x, mamografia e outros

O desenvolvimento da tecnologia que permitiu a criação do raio-x e aplicação desse recurso na área médica data de 1895. Desde então, muitas melhorias foram possíveis na radiologia, entretanto, a área é envolta em mitos.

O esclarecimento dos mitos e verdades relacionados à radiologia é importante tanto para os profissionais da área da saúde quanto para os pacientes, que em alguns casos deixam de procurar a ajuda médica necessária por desconhecimento ou receios causados pela desinformação.

Ao longo dos anos, as ideias populares criaram e reproduziram diversas dúvidas sobre a radiologia, como se os exames fazem mal, se são contraindicados para algumas pessoas, se os profissionais da área correm riscos, entre outras. A seguir, confira o que é mito ou verdade sobre a radiologia.

Os exames de raio-x fazem mal – mito

No geral, não é verdade que os exames de diagnóstico de raio-x fazem mal para a saúde, tratando-se de um dos mitos mais comuns sobre a radiologia. Na verdade, uma quantidade mínima de radiação é emitida nos exames, especialmente considerando as técnicas digitais mais modernas.

No caso das radiografias odontológicas a incidência de radiação é ainda menor. O que o paciente deve ficar atendo é na repetição desse tipo de exame, mas também em outros fatores ambientais que causam exposição à radiação, como por exemplo, a luz natural, os alimentos conservados e outros.

Existe um limite de radiação que pode ser recebido – verdade

De acordo com pesquisas na área, há um limite anual de radiação que cada pessoa pode receber, consistindo em 1mSv (milésimos de Sievert – unidade usada para medir os efeitos biológicos da radiação).

Essa medição, entretanto, desconsidera a exposição aos exames médicos por representarem quantidades irrisórias, como o raio-X de tórax, que causa a emissão de 0,02 mSv. As emissões mais preocupantes estão relacionadas com a exposição solar e por alimentos.

Exames de ressonância magnética e ultrassom emitem radiação – mito

Os exames de ressonância magnética e ultrassom não emitem radiação. O primeiro consiste na obtenção de imagens utilizando a emissão de um forte campo magnético, que não é radioativo. Ele ativa as moléculas de hidrogênio presentes na água que é retida nas células e em seguida capta a energia magnética liberada por essas moléculas.

O ultrassom, por sua vez, faz a captura das imagens por meio da reflexão de ondas acústicas emitidas pelo transdutor, área do equipamento que fica em contato com o paciente. Assim, a afirmação de que esses exames emitem radiação é falsa.

Grávidas não podem realizar exames radiológicos – verdade

É totalmente contraindicado que as gestantes sejam submetidas a exames radiográficos devido aos riscos de exposição do bebê à radiação, o que pode causar má formação no feto.

Em casos muito específicos, normalmente urgentes, o médico pode indicar um exame radiológico para a gestante, desde que a região do útero seja protegida com uma cobertura de chumbo, ainda assim, esse procedimento não é aconselhado nos três primeiros meses de gestação.

Após o uso a máquina de radiologia continua emitindo radiação – mito

Um dos mitos mais comuns sobre a radiologia é que os equipamentos de raio-x continuam emitindo radiação depois de desligados da energia elétrica.

No entanto, esse equipamento funciona eletromagneticamente, sendo que após desligado ele deixa de emitir radiação e não apresenta risco de exposição ao paciente ou profissional.

Alguns exames geram mais doses de radiação que outros – verdade

Os diferentes tipos de exames radiológicos e mesmo o exame de raio-x, quando direcionado a regiões diferentes do corpo, emitem doses distintas de radiação.

Em geral, os exames de diagnósticos emitem baixas doses de radiação, por exemplo, a mamografia (0,4 mSv), a tomografia (0,15mSv) e o raio-X de tórax (0,02 mSv). Já a exposição solar anualmente é extremamente superior, de 2,4mSv.

Atuar com radiologia é uma profissão de risco – parcialmente verdade

É verdade que a exposição em excesso à radiação é prejudicial à saúde e pode causar infertilidade nos homens e também ocasionar o surgimento de células cancerígenas. Entretanto, devido às melhorias nos equipamentos de raios-x e nas técnicas de radioproteção o risco é extremamente baixo atualmente.

Para atuar na área, o profissional deve usar diferentes tipos de blindagens, como em chumbo, sala de concreto e manter uma distância segura durante a realização do procedimento.

Além disso, os profissionais da área tem uma carga de trabalho semanal de 24 horas, o que reduz o tempo de exposição à radiação. Essa precaução somada ao uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) garantem que não haja riscos adicionais ao radiologista.

Há mais riscos nos exames realizados na região da cabeça – mito

A exposição à radiação sempre oferece algum risco quando ocorre de maneira continuada, entretanto, o benefício do diagnóstico é maior e justifica a realização do exame, independentemente da região.

No caso de radiologias odontológicas, por exemplo, apesar de ser realizada na região da cabeça, a exposição é inclusive menor do que quando o procedimento é direcionado para outras partes do corpo.

Existe um aparelho para dosar a quantidade de radiação – verdade

É verdade que existe um aparelho específico que permite a dosagem da quantidade de radiação, sendo ele o dosímetro de nome “Geigerzähler”, mais conhecido como “Geiger”.

Esse é o principal aparelho para medir a exposição do indivíduo à radiação, ruído, produtos químicos e outros. Esse aparelho deve ser usado pelos profissionais de radiologia em cima do avental de chumbo e permite identificar a quantidade de radiação a qual o trabalhador foi submetido.

Muitos avanços tem sido possíveis na área de radiologia, como a telerradiologia, que permite a emissão de laudos a distância, os equipamentos de segurança para os profissionais da área e a menor emissão de radiação para os pacientes. Ainda assim é fundamental que se conheça os mitos e verdades sobre a área.

Esse esclarecimento permite que essas soluções ganhem mais espaço e que a radiologia continue desenvolvendo-se e proporcionando mais segurança e qualidade no diagnóstico do paciente, além de alternativas que viabilizam o maior acesso a esses exames, como a telerradiologia

Fonte: Maria Gabriela Ortiz

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