Gravidez não é brincadeira de criança

Gravidez não é brincadeira de criança

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A gravidez na infância (legalmente definida como período de vida do nascimento até os 12 anos) e na adolescência é um problema bastante grave e nem sempre é tratado com a devida seriedade pelas autoridades e a sociedade.

Um  discurso  quase  constante  entre  os  adolescentes  e  jovens, menores de 30 anos, é que “não se pode perder tempo”. Ou seja, o tempo todo a intenção é gozar,  gozar e gozar,  não somente no aspecto  sexual,  mas  em tudo que  possa trazer  a  sensação  de alegria e felicidade.

Não se  observa,  em relação aos jovens,  a  mesma preocupação com relação a um projeto de vida estável, com conotações éticas e preocupações com o bem-estar coletivo. O que se conclui  dessa análise superficial,  pois  trata-se de um problema bastante  complexo,  que  envolve a educação,  o meio social e econômico, é que o individualismo exacerbado presente na nossa sociedade  está levando  os  jovens  a  aumentarem  o número de gravidez prematuras.  A idade da iniciação sexual vem diminuindo ano a ano,  talvez pelo  excesso  de  liberdade  dada  pelos  pais,  completamente perdidos quanto ao sentido da vida e as suas responsabilidades na condução da educação e orientação de seus filhos.

Outrora a igreja, principalmente a católica, exercia um freio no exercício  da  vivência precoce de experiências sexuais,  mas o materialismo que pouco a pouco substituiu o lado espiritual, deu lugar  a  primazia  do  sucesso  profissional  e  financeiro  que influenciou nessa liberação dos costumes.

A vida nem sempre fácil, mas bastante rentável, da prostituição infantil trouxe como consequências o aborto, gestação indesejável e outros  prejuízos de ordem física  e  mental,  uma  vez  que  os corpos das meninas não estão preparados ou amadurecidos para esses acontecimentos. É comum hoje gestantes entre idades de 14 e 16 anos, que após o primeiro filho, geram outros e que sem maturidade para viver um relacionamento de casal acabam se separando e transferindo para os avós a responsabilidade de criar e educar os netos.

A consequência  imediata  para  essas  crianças são problemas de aprendizagem, sociabilidade e  às vezes  até  envolvimentos  com abuso de drogas. Somando a essa problemática há também os casos de meninas em tenra idade, como a menina paraguaia de 10 anos, que foi abusada pelo padrasto e está grávida. Nesse  caso  não  se  trata  da  educação  da  criança,  mas  de  uma situação anormal,  que chamou  a  atenção  da  imprensa internacional, pois no Paraguai as leis não permitem a interrupção de gravidez nem mesmo por estupro.

Apesar de ser uma gravidez de alto risco para o bebê e para a mãe menina,  com  1,39  m  e  34  quilos  de  peso,  as  autoridades paraguaias não autorizaram o aborto. Para  a  Anistia  Internacional,  obrigar  essa  menina  ser  mãe“constitui  tortura  e  outros  maus  tratos,  de  acordo  com  a Convenção contra a Tortura das Nações Unidas”.

Segundo  a  ONU (Organização  da  Nações  Unidas),  a  América Latina é a segunda região do mundo com maior prevalência de maternidade infantil, depois da África. Nota-se que não basta promover somente o controle da natalidade é necessário promover também a paternidade responsável.

Prof. Engo. Jornalista – Welinton Brunialti

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Notícia e dados fornecidos pela BBC – BRASIL

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