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Armas em 3D: homem condenado a 8 anos de prisão por produzir fuzil em impressora

Um homem da cidade de Dallas, nos Estados Unidos, foi condenado a oito anos de prisão depois de ter sido encontrado com um rifle parcialmente produzido em uma impressora 3D e uma lista com nomes de legisladores americanos.

Eric McGinnis foi proibido de possuir armas de fogo por dois anos depois de ter atacado sua namorada em 2015.

Ele tentou comprar uma arma em 2016, mas foi barrado na verificação de antecedentes, então decidiu comprar peças de armas e uma impressora 3D para montar seu próprio fuzil.

McGinnis foi preso em 2017 depois que policiais ouviram-no disparar tiros na floresta.

Agora com 43 anos, ele estava a pouco mais de um mês do fim da proibição de uso de armas quando a polícia o prendeu com um fuzil AR-15 parcialmente impresso perto de Dallas, no Texas, informou a Promotoria americana.

Quando a polícia ordenou que se rendesse, McGinnis tentou dizer que era um membro da CIA.

Os policiais inspecionaram a mochila de McGinnis e descobriram uma lista de alvos intitulada “Lista de Terroristas Americanos” de 11/9/2001, que incluía os nomes de legisladores dos partidos Democrata e Republicano.

Um júri federal condenou McGinnis sob a acusação de possuir um rifle não registrado e ter munição ilegalmente enquanto estava sob medida cautelar.

Na sentença de quarta passada, os promotores também apontaram que uma análise os dispositivos eletrônicos de McGinnis mostrou que ele tinha um “forte interesse” em James Hodgkinson que, em 2017, atirou e feriu o deputado republicano Steve Scalise e outros durante um jogo de beisebol.

Em um telefonema da cadeia, McGinnis admitiu a um membro da família que usou uma impressora 3D para imprimir os mecanismos necessários para fazer a arma disparar.

“Não comprei uma arma, construí a arma”, ele disse.

“Quando percebeu que não poderia legalmente comprar uma arma de fogo, Eric McGinnis contornou nossas leis de armamento imprimindo em 3D sua arma, eliminando a necessidade de uma verificação de antecedentes”, disse a promotora Erin Nealy Cox.

Nealy Cox disse ainda que o caso de McGinnis “deve servir como uma mensagem para pessoas proibidas [de comprar uma arma] que pretendem comprar armas por qualquer meio”.

O agente especial do Escritório para Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF, na sigla em inglês) Jeffrey Boshek também observou na quarta: “os controles para determinar se um indivíduo é proibido de comprar armas de fogo e munição funcionaram”.

Boshek criticou a “tecnologia em evolução” que permitiu a McGinnis “fabricar uma arma de fogo não rastreável com aparente facilidade e anonimato”.

Estande de tiro nos EUA

Armas impressas não têm número de série e são ilegais para comprar ou vender, mas construí-las ainda é legal

Como as armas impressas em 3D funcionam?

Os avanços na tecnologia de impressão 3D possibilitaram a produção de peças de armas usando um esquema simples: uma impressora conectada a um computador.

Essas armas não têm número de série e são ilegais para compra e venda, mas construir uma ainda é legal.

Nos EUA, a maioria das peças de armas tem pouca regulação e não são consideradas individualmente como “armas de fogo”. Essas peças podem ser enviadas ou vendidas sem uma licença federal.

O receptor inferior, uma parte que basicamente mantém a arma unida – e a parte que McGinnis admitiu ter impresso -, é considerada uma arma de fogo sob a lei dos EUA, mas apenas se estiver completa.

Um receptor inferior 80% pronto requer um esforço mínimo para ser completado, mas não é considerado um arma. Um receptor inferior finalizado pode ser usado para construir diferentes tipos de armamentos, incluindo AR-15 e pistolas.

Em agosto, um juiz federal dos EUA em Seattle bloqueou temporariamente o lançamento desenhos técnicos de softwares para impressão 3D de armas totalmente funcionais.

Fonte: BBC

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